Scania testará ônibus movido a GNV e a biometano em Curitiba

Por Automotive Business – Sueli Reis
Imagem Divulgação

A Scania testará em Curitiba, capital paranaense, um ônibus movido a gás natural veicular (GNV) e também a biometano (gás extraído de resíduos orgânicos) ou a mistura de ambos como parte de um acordo firmado entre prefeitura, governo e a empresa na quarta-feira, 13, a fim de avançar com a adoção de veículos movidos a combustíveis alternativos a partir de um projeto que já existe e que já foi aprovado pela prefeitura. O primeiro modelo entrará em fase de testes já neste mês e o veículo, que por ora, não atende especificações locais, será substituído assim que um novo ônibus com as especificações técnicas necessárias entre em operação, o que deve acontecer até o início do segundo semestre. O modelo que já está sendo produzido na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) será o chassi 480 4×2 do tipo padron, que possui de 12,5 a 13 metros de comprimento e capacidade para transportar de 86 a 100 pessoas com carroceria Caio.

Segundo o diretor comercial, Silvio Munhoz, a prefeitura da cidade se ofereceu para apoiar a empresa caso queira alocar uma instalação para o desenvolvimento local de tecnologias para veículos movidos a combustíveis alternativos. “Vamos estudar a possibilidade”, disse o executivo, sem detalhar que tipo de apoio a prefeitura poderia dar.

O executivo informou que pelo projeto aprovado pela prefeitura de Curitiba, o contrato de 2 anos prevê R$ 200 milhões em subsídios, dos quais R$ 90 milhões serão divididos em R$ 50 milhões da prefeitura e R$ 40 milhões do governo estadual. Todo o montante será utilizado para melhorias urbanas e infraestrutura, como renovação dos tubos (pontos de ônibus) e da pavimentação, entre outros.

O projeto já conta com apoio da Copagaz, fornecedora estadual de abastecimento de gás natural, e uma empresa de reciclagem que produzirá o biometano. A Scania também vai estudar uma terceira empresa parceira para a distribuição do GNV.

“Em Curitiba existe uma disponibilidade dos empresários em aderir ao ônibus a gás ou biometano. Nós temos falado sobre isso desde 2017 para uma implementação de veículos movidos a combustíveis alternativos”, afirma Munhoz.

Ele conta que a Scania fez a mesma demonstração em São Paulo, mas não obteve o mesmo sucesso. “Não houve interesse dos empresários em evoluir. Eles ainda estão muito presos ao veículos a diesel”, lamentou.

Comparado com um veículo similar a diesel, um ônibus emite 85% menos gases poluentes quando abastecido com biometano e 70% menos quando funciona com GNV, além de também reduzir a poluição sonora. A fabricante garante que o modelo também diminui em torno de 28% o custo operacional por quilômetro rodado.

A empresa prevê quatro modelos a GNV e a biometano para o mercado: o padron K 280 4×2, (para carrocerias de 12,5 a 13,2 metros de comprimento e capacidade para até 100 passageiros); o K 280 6×2 (de 15 metros e até 130 passageiros) e o articulado K 320 6×2/2 (de 18,6 metros e capacidade para 160 ocupantes). Serão necessárias alterações nos projetos das carrocerias para a instalação dos cilindros de gás, por exemplo. Veículos com seis cilindros terão autonomia acima de 300 quilômetros.

A expectativa da fabricante é de que a homologação desses veículos para rodar com GNV ou biometano (ou a mistura dos dois) seja concluída até o fim deste ano.

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