Ônibus Paraibanos

22/09: Dia Mundial Sem Carro! Quem deixou o carro em casa?!…

Por Mário Tourinho
Imagem Divulgação

Lemos  importante e pedagógico artigo assinado pelo presidente da Ong ETEV (Educar para o Trânsito, Educar para a Vida), Luiz Carlos André, referindo-se ao Dia Mundial Sem Carro, assinalado no recente 22 de setembro. Naquele artigo ele se  reportou, inclusive, à questão ambiental porquanto os tantos automóveis e motos que intensamente congestionam o trânsito e prejudicam o deslocamento das pessoas para cumprimento de seus compromissos diários, poluem nosso ar, prejudicam nossa saúde e – conforme Luiz Carlos – até já acarretam que muitas pessoas de  cidades da China andem no dia a dia com máscaras de proteção contra o ar poluído.

Amigos que também leram esse artigo de Luiz Carlos, conhecendo nossa atuação profissional no setor de transporte coletivo urbano, logo nos questionaram: “Mário, quem vai deixar o carro em casa e pegar ônibus?!”. Eis, pois, a grande questão!… E é óbvio que cada pessoa busque sua autonomia de deslocamentos, “sem depender de ninguém”, muito menos dos ônibus do transporte coletivo que, também por óbvio, não podem haver em quantidade para  estarem sempre passando um atrás do outro, sem qualquer intervalo de tempo.

Uma desculpa que geralmente se dá para não se deixar o carro em casa é a de que “se o transporte coletivo fosse eficiente e confortável, com ar condicionado etc, aí, sim, eu usaria!”. Como dissemos, isto é tão só uma desculpa. Mesmo em centros urbanos onde o transporte coletivo seja bem melhor que o brasileiro, lá, também, os donos de automóveis reagem a usar o ônibus. O que os faz pegar o metrô, pegar os BRTs ou pegar os ônibus tradicionais é o rigor normativo na limitação de espaços para os automóveis. Consequentemente os espaços são prioritariamente destinados ao transporte coletivo, que, por contar com vias ou faixas exclusivas, torna-se eficiente e cumpridor dos horários. A propósito, as pessoas que rotineiramente utilizam o transporte coletivo o que mais almejam é exatamente o cumprimento dos horários. Para isto é necessário que as Prefeituras priorizem esse setor, proporcionando-lhe essas faixas ou corredores exclusivos. Se tem ou não tem ar condicionado, para os passageiros isto vem em segundo ou terceiro lugares.

No entanto, mais importante que tenhamos de utilizar o ônibus por uma quase “imposição”, façamo-lo por consciência, inclusive ambiental. Há pessoas cujas atividades mais lhes “impõem” o uso do automóvel particular. Há outras, porém, muitas outras que se deslocam para seus compromissos diários e deixam, lá nos locais desses compromissos, os automóveis estacionados por todo o expediente. Quer dizer: podem fazer esse ir e vir diário usando o transporte coletivo. E muito ajudariam às cidades no aspecto da mobilidade urbana (e humana)!

(*) Mário Tourinho é administrador, pós graduado em planejamento operativo, ex-diretor institucional do SINTUR-JP e ex-diretor de desenvolvimento institucional do Conselho Federal de Administração, Atualmente está como presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração).

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