O 2017 do sistema pessoense – Parte 1

De Ônibus Paraibanos
Por Josivandro Avelar
Imagens Acervo Paraíba Bus Team

09111 e 09114

O ano de 2017 no sistema pessoense poderia ser morno. Poderia, mas também foi marcado por movimentações intensas.

Vamos destacar os principais fatos que movimentaram o transporte pessoense no ano de 2017.

A retração da Mandacaruense

2017 fica marcado como o ano em que a Mandacaruense se viu sem duas de suas principais linhas, e podia ter ficado sem outras duas – ou até tudo -, mas conseguiu reverter a situação.

Sem conseguir repor a frota de 2007 que teria de ser baixada de todo jeito, a Mandacaruense ficou com déficit de ônibus. Para tentar contornar a situação e manter o banco de reservas, cedeu as linhas 506 e 516 para a Marcos da Silva, que as operaria em caráter temporário. As opera até hoje.

Para isso, a Marcos da Silva incorporou à frota aqueles cinco Viales ex-Galo Branco que no início do ano operaram na Metro, em mais uma de suas malfadadas tentativas de se reerguer. Esses carros eram da investidora que havia sido destituída da empresa bayeense, que em resposta, retirou os ônibus de lá. Com o fim da Metro, esses ônibus operaram no emergencial de Bayeux, mas com o início das operações do Consórcio Metropolitano, foram colocados à venda. E como era de se esperar, ficaram na capital paraibana. Os ônibus tinham menos de cinco anos de uso e ainda davam um caldo.

A Marcos da Silva ficou com eles. A empresa voltava a ter Viale na sua frota, dois anos depois de desativar os que seriam os últimos da empresa. Era a primeira vez que ela teria Viale 1722. Na prática, esses devem ser os últimos Viales de João Pessoa, uma vez que são mais novos que os articulados da Unitrans e São Jorge de 2011.

Os veículos foram escalados nas linhas 506 e 516, do Bairro dos Estados, que a Marcos da Silva assumira da Mandacaruense.

Mais um recuo

A Marcos da Silva ainda assumiu, por pouco tempo, a linha 505-Bairro dos Ipês, além de um horário da 604-Bairro dos Ipês/Ayrton Senna, no que não durou muito tempo.

No meio disso, mais uma aquisição na Marcos da Silva. O carro 09116, ex-Rodotur, chega para a linha 516.

Foi por pouco

2017 foi, definitivamente, um ano para a Mandacaruense esquecer. Um atraso de salários levou a empresa ao estado de greve, no que durou uma manhã inteira. O Consórcio Navegantes socorreu as linhas da empresa, e duas linhas da Mandacaruense passaram 6 horas na Marcos da Silva: a 503-Padre Zé e a 504-Mandacaru. Até carro da Marcos da Silva estreou lá: o 09118, também ex-Rodotur.

A Santa Maria operou parte da 602 também por igual período. Sem jamais esperar que isso acontecesse, improvisou papel ofício no pára-brisa com o nome “Ilha do Bispo”.

Com os problemas solucionados, a Mandacaruense se restabeleceu na mesma tarde. E ainda retomou as 505 e 604.

Durante todo o ano de 2017, a Mandacaruense só incorporou dois ônibus – 04012 e 04029, todos dois ex-Pernambuco – e ainda entregou, com três anos de atraso, o 04015, o último dos 4 Sveltos ex-Metro e Santa Cruz incorporados pela empresa.

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