Marcopolo supera adversidades no trimeste e mantém ritmo de crescimento

De Secco Consultoria de Comunicação
Imagens JC Barboza

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A Marcopolo demonstrou, mais uma vez, sua resiliência e velocidade de recuperação, e registrou crescimento de 4% em sua receita líquida no terceiro trimestre de 2017 (R$ 736,8 milhões), em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado dos nove meses do ano, a fabricante ampliou sua receita em 15,7% e alcançou R$ 2,032 bilhões, contra R$ 1,756 bilhão, no mesmo período de 2016.

No trimestre, o lucro bruto atingiu R$ 112,3 milhões, contra R$ 77,8 milhões do terceiro trimestre de 2016, com aumento de 44,3%. Já no acumulado do ano, o lucro bruto foi de R$ 283,7 milhões, contra R$ 236,4 milhões, com crescimento de 20,0%.

Segundo Francisco Gomes Neto, diretor-geral da Marcopolo, o desempenho somente pode ser alcançado pelas ações adotadas imediatamente após o incêndio ocorrido e pelo empenho e dedicação dos colaboradores, e apoio de parceiros e fornecedores, que permitiram minimizar os impactos na produção e no atendimento dos pedidos dos clientes. “A adoção do plano de retomada, associado à utilização da metodologia LEAN, contribuiu para uma recuperação mais rápida do inicialmente previsto, com menor custo e maior eficiência”.

O incêndio ocorrido no início de setembro na fábrica de Plásticos, localizada em Caxias do Sul, forçou a Marcopolo a paralisar, por duas semanas, a produção na unidade de Ana Rech e, por uma semana, na unidade Planalto, responsáveis por mais de 60% da produção da empresa no Brasil. Apesar da paralisação ocorrida entre os dias 4 e 18 de setembro, a produção no trimestre alcançou 2.151 unidades, 1,4% acima das 2.122 unidades produzidas no terceiro trimestre de 2016.

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No dia 18 de setembro, a fábrica Ana Rech retomou a produção, com seis ônibus urbanos/dia. Uma semana depois, ampliou para 12 unidades/dia, com mais seis ônibus rodoviários, e no dia 9 de outubro, alcançou o volume produtivo normal, que era, antes do incêndio, de 18 veículos por dia.

“É preciso destacar a compreensão e confiança dos clientes, que mantiveram seus pedidos mesmo com entregas postergadas. Durante todo o período, mantivemos um volume consistente de pedidos, tanto para o mercado nacional quanto para exportação, e, assim, ingressamos no quarto trimestre com a carteira fechada até o final do ano”, salienta Francisco Gomes Neto.

O destaque do terceiro trimestre também foi a receita doméstica, que cresceu 89,2% na comparação trimestral, impulsionada especialmente pelo maior faturamento de rodoviários, 270,1% superior ao do mesmo período de 2016, que demonstram a gradual recuperação do mercado brasileiro. O segmento alcançou a produção de 508 unidades, volume 109,9% superior ao do mesmo período de 2016, apesar da menor produção em setembro em razão da paralisação.

Em relação ao segmento de ônibus urbanos, apesar de ainda estar abaixo do ritmo normal, também mostra sinais de melhora. O processo de renovação de frotas está sendo retomado e o programa federal Refrota, que experimentou entraves burocráticos, começou a destravar os pedidos de financiamento, mesmo que de forma morosa. As vendas do novo modelo Torino S têm-se mostrado promissoras, com bons volumes sendo comercializados em diversas regiões do País.

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No acumulado do ano, a Marcopolo manteve o seu crescimento e produziu, no Brasil, 5.916 unidades, contra 4.879 registradas nos primeiros nove meses de 2016 (maior 21,3%). Em todo o mundo, a companhia fabricou 7.480 unidades contra 6.114, em 2016, com aumento de 22,3%. Também a unidade de negócios Volare apresentou bom desempenho e aumentou sua produção em 42,2% no consolidado do ano em relação a 2016 (1.290 unidades contra 907). As exportações seguem trazendo bons resultados, com perspectivas positivas para o encerramento do ano.

No exterior, as unidades da Marcopolo que alcançaram os melhores resultados foram as controladas Polomex (México) e Volgren (Austrália), e as coligadas Metalpar/Metalsur (Argentina) e TMML (Índia). A Polomex registrou crescimento em sua produção de 38,1% no período de janeiro a setembro de 2017, com 983 unidades fabricadas, contra 713, no mesmo período de 2016.

Já a Volgren alcançou, no terceiro trimestre, crescimento de 52,6% no lucro líquido, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A operação indiana da TMML apresentou crescimento de 14,3%, com 4.183 unidades produzidas nos nove meses de 2017, contra 3.661 unidades no mesmo período do ano anterior. As operações da Argentina também cresceram, com 654 unidades fabricadas no ano, contra 591, de 2016 (aumento de 10,6%).

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