Sintur-JP repudia paralisação dos ônibus

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De Mais PB
Por Juliana Cavalcanti

Imagem JC Barboza

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O Sindicato dos Transportes Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP) repudiou a paralisação das atividades  dos motoristas e cobradores, agendada para o próximo domingo(8). Em nota o Sindicato afirma que está negociando com a categoria apesar da crise financeira.

“Mesmo com o setor em crise e com as dificuldades financeiras por que passam as empresas de ônibus não só em João Pessoa, mas em todo o país, o sindicato patronal está aberto ao diálogo e à negociação, o Sintur repudia a decisão de paralisar o trabalho antes mesmo da próxima reunião de negociação já agendada”, diz trecho da nota.

Confira a nota do Sintur-JP:

Sobre a notícia de que motoristas e cobradores paralisarão o trabalho neste domingo, 08/07, o SINTUR JP informa que, na terça-feira, 4/07, participou de uma mesa redonda  com o Sindicato dos Motoristas a respeito do dissídio dos trabalhadores do setor para uma negociação que ainda não se encerrou e terá continuidade na próxima terça-feira, 11/07.

Por entender que, mesmo com o setor em crise e com as dificuldades financeiras por que passam as empresas de ônibus não só em João Pessoa, mas em todo o país, o sindicato patronal está aberto ao diálogo e à negociação, o Sintur repudia a decisão de paralisar o trabalho antes mesmo da próxima reunião de negociação já agendada.

Por fim, o SINTUR JP compartilha dados de uma pesquisa realizada este ano pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), que indica que indica que 29,1% das empresas de ônibus do Brasil convivem com endividamento superior a 40% do faturamento anual e que, 45,3% delas ingressaram em algum programa de recuperação fiscal a partir de 2014. 

O estudo mostra também que 25,9% das empresas consultadas ficaram sem reajuste anual de tarifas entre 2014 e 2016, enquanto 41,3% não tiveram pelo menos um reajuste tarifário devido nos últimos três anos. Entre 2014 e 2016,56% das empresas deixaram o setor. Desse total, 16 faliram, 28 fecharam as portas e 12 saíram por não participarem ou por terem perdido uma licitação.

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