Viação Itapemirim: a queda de um império – Ministério Público investiga emissão de passagens

De Ônibus Paraibanos
Imagem Lima Nascimento 

Há cerca de três meses, o representante da administradora judicial do grupo Itapemirim, João Manoel Saraiva, apresentou à Justiça um relatório onde conta ter encontrado documentos suspeitos dentro de uma sala nas dependências da Viação Itapemirim, em Cachoeiro.

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Em decisão saneadora do dia 30 de março, o juiz Paulino José Lourenço, da 13ª Vara Cível Especializada Empresarial, afirmou que foram encontrados “uma relação de contrato de câmbio, seis caixas com documentos diversos, planilhas de pagamentos, numerário em moeda estrangeira, uma bolsa preta e quatro equipamentos de emissão de bilhetes de passagens”.

Os sócios da Itapemirim informaram, por e-mail, que as máquinas eram “utilizadas para emitir passagem dublê na empresa, caracterizando o caixa 2”.

O relatório também informa que, no dia 17 de março, “os antigos controladores das recuperandas entraram no local e retiraram o restante da documentação” que não havia sido levado por Saraiva. Por suspeita de “possível prática de condutas criminosas no âmbito das empresas em recuperação”, o juiz decide enviar o material ao Ministério Público Estadual para apuração.

O juiz também afirma, em decisão, que o “Grupo de Apuração Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual, e a Delegacia Fazendária vêm desenvolvendo investigação acerca de fatos relacionados às empresas em recuperação”.

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Sala com documentos apreendidos

A reportagem pediu, na última terça-feira, 6, mais informações do Ministério Público sobre o caso. Mas até o fechamento da reportagem, não houve retorno.

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