Empresas privadas de ônibus enfrentam endividamento e queda de demanda

De Agência CNT de Notícias / NTU
Imagens JC Barboza / Cristiano Camboim

A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) divulgou na última quinta-feira, 01, uma espécie de raio-X do setor de transporte público urbano. O levantamento revela que, nos últimos três anos, a maioria das empresas privadas de ônibus enfrenta queda da demanda de passageiros, perda de mão de obra, elevação do endividamento e aumento do índice de encerramento de atividades.

Entre 2014 e 2016, a demanda do setor, levando em conta uma amostragem de 225 empresas em 115 municípios brasileiros, caiu 16,5%, passando de 382,4 milhões de passageiros transportados para 319,3 milhões. No mesmo período, as empresas avaliadas demitiram mais de 7 mil trabalhadores, terminando o ano passado com um efetivo de 133,5 mil funcionários. A pesquisa ainda aponta que, no período, foram fechadas 56 empresas de ônibus por motivo de falência ou perda de contratos públicos.

A pesquisa também mostra que quase 67,6% das companhias avaliadas têm, atualmente, algum tipo de dívida, em sua maioria de origem tributária ou previdenciária. De acordo com o levantamento, três em cada dez empresas possuem dívida com a Previdência Social. Um terço das empresas possui dívidas superiores a 40% do faturamento anual.

O presidente da NTU, Otávio Cunha, explica que “as dívidas, em média, superam 30% do faturamento anual das empresas”. Para ele, a situação é preocupante, pois expõe uma crise que compromete o serviço oferecido aos usuários do sistema de transporte público urbano.

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“Nos últimos 20 anos o setor sofre com a ausência de políticas públicas para socorrê-lo. O endividamento é reflexo dessa situação que pode tomar proporções ainda maiores. Enquanto os custos do transporte público forem pagos somente pela tarifa, a situação tende a se agravar”, disse.

O relatório da NTU traz a informação de que 41,3% das empresas entrevistadas não tiveram pelo menos um reajuste tarifário nos últimos três anos, período que coincide com o pós-efeito das manifestações de 2013, que mobilizaram milhões de pessoas no país e que, entre tantas reinvindicações, contestava o aumento de tarifas de ônibus e a qualidade do transporte público.

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