Caio Induscar pode finalizar compra da Busscar na próxima semana

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Imagens Rodrigo Gomes / JC Barboza

Executivos da Caio/Induscar, de Botucatu, reuniram-se esta semana com o juiz da 5ª Vara Cível de Joinville (SC), Walter Santin Junior e com a leiloeira Tatiane Duarte no Fórum de Joinville. Em questão, o alinhamento e a finalização de detalhes para a formalização de compra da Busscar pela companhia paulista, fabricante de carrocerias.

O negócio deverá se concretizar na próxima semana. A notícia foi postada nesta sexta-feira, dia 17, pelo jornalista Claudio Loetz, do portal Clic RBS, do grupo RBS, conglomerado de comunicação do sul do país. Anteriormente o juiz tinha divulgado que pretendia fazer a homologação do negócio antes do carnaval, prazo que foi postergado.

Inicialmente a Caio tinha negado a informação, mas agora, segundo as informações da justiça catarinense, a empresa do Grupo Ruas estaria bem próxima de comprar as instalações, equipamentos e tecnologia da Busscar. Em Botucatu existe cautela e discrição com a informação.

A Caio é líder no segmento de ônibus urbanos, mas sua presença no mercado de rodoviários ainda está longe de ser um sucesso. A encarroçadora paulista pediu no início do ano informações sobre a tecnologia empregada no modelo rodoviário Double Decker (de dois andares) da Busscar, o Panorâmico DD.

Segundo publicação de fevereiro do blog Diário dos transportes, do jornalista Adamo Bazani, a compra se daria em 52 parcelas: entrada de 14%, o que equivale a R$ 9,4 milhões, e o restante, R$ 57,74 milhões corrigidos por índice determinado pelo Tribunal de Justiça. Em 2016, houve três tentativas de leilão de todo o conjunto dos bens e plantas e com a possibilidade também de aquisição de forma isolada, mas não houve apresentação de propostas.

A Busccar

A fabricante de carrocerias de ônibus tem sua sede em Joinville, Santa Catarina. A empresa iniciou suas atividades com a marca Nielson, alterada em 1989 para Busscar, escolhida por ser a junção dos termos alemães buss (ônibus) e car (carroceria).

Depois de uma dívida que se aproximou de R$ 2 bilhões, contando juros, impostos e débitos com fornecedores, trabalhadores e bancos, a empresa teve a falência decretada em 27 de setembro de 2012 pelo juiz Maurício Cavalazzi Povoas. A decisão, no entanto, foi anulada em 27 de novembro de 2013, após recursos judiciais. No entanto, os recursos caíram em 5 de dezembro de 2013. A família Nielson chegou a apresentar um novo pedido de recuperação judicial, mas o juiz Luis Felipe Canever, de Santa Catarina, após negativa por parte dos credores, decretou no dia 30 de setembro de 2014, nova falência da encarroçadora de ônibus Busscar, que já foi uma das maiores do Brasil.Em 2002, a Busscar começou a enfrentar dificuldades financeiras. A família Nielson alegava problemas motivados pela variação cambial e também dificuldades de créditos, mas já havia também erros administrativos internos. O BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social chegou a realizar empréstimos para empresa, que não foram plenamente honrados. A recuperação não foi plena, havendo novamente outro problema financeiro em 2004. A última crise da Busscar começou em 2008, quando a empresa começou a atrasar salários.

Foram várias tentativas de leilão da Busscar, três somente em 2016. No dia 8 de julho, terminou sem lance o terceiro leilão da empresa. No final de outubro, foi apresentada uma proposta por um grupo de investidores com o objetivo de retomar as produções em meados de 2017.

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