Ônibus Paraibanos

Transportes Barra, do Grupo Redentor, adquire seminovos ex-Santo Antônio para suprir linhas da Bangu

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto: Josivandro Avelar
Fotos: Diego Almeida Araújo

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Os seminovos da Transportes Santo Antônio ajudaram muitas empresas a diminuir a idade média de suas frotas e suprir necessidades. Na Paraíba, é o caso de empresas como a Transnacional – JP e CG, a Rodoviária Santa Rita, a Nacional e a Cruzeiro. Só essas empresas citadas aqui possuem Torinos ex-Santo Antônio de 3 portas, como várias no país. Agora quem entra nesse clube é ela mesma: a Transportes Barra, do Grupo Redentor. Entenda porque o grupo teve que recorrer à compra de seminovos.

São cerca de 30 unidades, todas Marcopolo Torino encarroçadas sob o chassi OF-1722M, de fabricação 2011/12. Ainda restavam essas unidades na empresa, que já havia começado a vender frota Euro V – até a Cruzeiro adquiriu essas unidades, por exemplo. Ainda assim, as unidades vendidas foram ainda as últimas Euro 3 que restavam, com 3 portas, sendo a do meio equipada com elevador para cadeirantes da marca Foca e cuja configuração interna é idêntica a dos ônibus já velhos conhecidos das ruas paraibanas – todos eles já modificados para embarque dianteiro com configurações à critério das empresas, a maioria dessas unidades já rodando sem cobrador.

Tal como as empresas paraibanas, a Barra está adaptando os ônibus, que originalmente vieram com embarque traseiro. A empresa vai converter os ônibus para a frente, lógico, porém com duas catracas na parte dianteira e sem cobrador. No Rio de Janeiro, as empresas adotam duas catracas a fim de deixar uma delas exclusiva para pagamentos com cartão eletrônico – o RioCard – mesmo ambas as catracas possuindo um validador cada.

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O letreiro eletrônico lateral, que era posicionado à direita da porta traseira, foi transferido para a esquerda da porta dianteira – as empresas paraibanas não costumam fazer a transferência desse letreiro, só para se ter uma ideia. Além do letreiro lateral, os ônibus possuem ainda letreiros frontal, auxiliar e traseiro, todos da marca FRT. Os veículos possuíam auxiliar lonado na parte superior, porém a Barra removeu esses letreiros. Na Unitrans, por exemplo, eles foram empregados como letreiros laterais.

Os ônibus ainda aguardam os trâmites burocráticos – documentação e transferência – para rodar, não estando ainda aptos a tal. Quando concluídos os devidos trâmites, a Barra colocará os ônibus em circulação, prioritariamente para suprir as linhas que eram até então operadas pela Auto Viação Bangu.

Porque a Barra adquiriu esses ônibus?

Trata-se de uma emergência; a Transportes Barra assumiu as linhas que eram da Auto Viação Bangu, que encerrou suas atividades no início desse mês. O Grupo Redentor abrigou as linhas da empresa, sua garagem e seus funcionários, menos os ônibus da Bangu; praticamente nenhum deles está adequado aos padrões de trabalho do Grupo Redentor, que optou por adquirir e readequar frota.

Por um lado, a Barra vai se dedicando exclusivamente à Zona Oeste, transferindo as linhas que possui na Transcarioca para as demais empresas do Grupo Redentor – Redentor e Futuro. Nem isso pareceu o bastante para completar o número de ônibus suficientes para suprir o que a Bangu tinha.

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Com isso, enquanto a Redentor adquire novos ônibus, os que ela for dando baixa são remanejados caso haja necessidade. Ainda assim, foi necessária a aquisição das unidades seminovas da Santo Antônio. Cabe lembrar que a Redentor trabalha com Marcopolo; as três empresas do grupo possuem unidades do Marcopolo Torino.

Apesar dos ônibus não possuírem ar condicionado – elemento obrigatório nos ônibus que forem sendo incluídos no sistema carioca -, foi compreendida a situação emergencial da aquisição, tendo esta sido liberada. Porém, os ônibus devem ficar o tempo suficiente até que a Barra adquira novos ônibus climatizados para as linhas que até então eram da Bangu.

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Com a falência das empresas da Zona Oeste, fenômeno esse que ficou frequente em menos de um ano, a Transportes Barra assumiu a maioria das linhas das empresas que encerraram atividades, e transferindo outras para as demais empresas do Grupo Redentor, que se consolida como a segunda força do transporte carioca, alcançando o Grupo Guanabara.

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