Crise leva Marcopolo a estudar fechamento de fábricas no país

Fonte: Zero Hora
Matéria / Texto: Giane Guerra / Silvana Toazza
Foto: Roni Rigon

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Com queda na receita líquida de 34,8% no primeiro trimestre, a fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo, com sede em Caxias do Sul, estuda o fechamento de unidades no país. O objetivo é reduzir custos, devido à retração intensa na venda dos veículos. As informações são do blog Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha, e da coluna Caixa Forte, do jornal Pioneiro

A possibilidade foi admitida pela empresa em teleconferência com o mercado, após a divulgação dos resultados. A análise deve ficar pronta em dois meses.

A Marcopolo tem duas fábricas em Caxias do Sul, na serra gaúcha. Ainda conta com operações no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. No Exterior, são quatro unidades (África do Sul, Austrália, China e México), além de participações em outras fábricas.

O diretor-presidente, Francisco Neto, informa que o estudo considera também as duas fábricas da marca Neobus, que ficam em Caxias do Sul e em Três Rios(RJ). A unidade fluminense pode ser fechada porque o volume de encomendas não é suficiente para manter as duas fábricas.

Em razão da crise econômica, a Marcopolo também submeterá à votação dos trabalhadores, ainda nesta semana, mais uma rodada de flexibilização da jornada de trabalho. Desde fevereiro, as unidades da fabricante de ônibus na localidade caxiense de Ana Rech e no bairro Planalto vinham suspendendo as atividades por até nove dias por mês, para amenizar a ociosidade das linhas fabris e conter as demissões.

Esse acordo de flexibilização valia por três meses – ou seja, até esta quarta, 4 de maio –, mas poderá ser renovado por mais dois períodos de 90 dias cada no ano. É o que acontecerá agora. A votação deve ocorrer já nesta quinta-feira, para que a empresa não fique descoberta dessa alternativa.

Com isso, cerca de 6,5 mil trabalhadores da Marcopolo em Caxias votarão se aceitam ou não dar continuidade à flexibilização da jornada de trabalho de maio até julho. Se as regras forem iguais às do último acordo, os setores, na totalidade ou parcialmente, deixarão de trabalhar em determinados dias da semana, limitados a nove dias por mês.

Das horas flexibilizadas, 50% seriam pagas pela companhia e as 50% restantes descontadas dos salários, sem compensação posterior. O acordo não significa que a empresa tenha de parar por esse período, mas é uma garantia em caso de necessidade por escassez de pedidos.

Já a fábrica da Marcopolo no Rio de Janeiro está parada desde o começo do ano em lay-off (suspensão temporária dos contratos dos trabalhadores), medida que valerá até 6 de junho. Lá, a decisão foi mais drástica do que em Caxias.

A flexibilização da jornada é uma estratégia que vem sendo adotada pelo setor metalmecânico da Serra desde 2014 para tentar equilibrar demanda e produção. Mesmo assim, em 12 meses, a indústria fechou 11,3 mil postos de trabalho só em Caxias do Sul.

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