Sai o último OF-1721 E2 da frota da Transnacional. E entra o primeiro Neobus da empresa

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto: Josivandro Avelar
Fotos: Gilberto da Costa Junior


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Nos últimos dias, a Transnacional substituiu o banco de reservas a fim de retirar de circulação os últimos OF-1721 E2 de sua frota. Carros de 2004 foram substituídos por carros de 2008. Mas faltava apenas um veículo ser desativado, o carro 0735. Pois bem, ele já foi desativado e substituído por um veículo sem cobrador, como era esperado. Mas não qualquer veículo. A empresa optou por terminar essa história de forma inacreditável, inesperada e surpreendente. Terminar uma história começando outra, pois quem esperava outro Viale no lugar dele, caiu para trás.

O “novo” 0735, apesar de ser um carro usado, é um verdadeiro marco na Transnacional. E a sua proeza não está simplesmente em ter desativado o último OF-1721 E2 da maior empresa da cidade. Como dito, a empresa resolveu fazer diferente e o substituiu por um Neobus Spectrum – você não leu errado, é um Neobus Spectrum -, chassi OF-1418 da Mercedes-Benz, fabricado em 2006. Em carroceria e chassi, já nasce filho único de mãe solteira.

O veículo já entra para a história como sendo o primeiro veículo da Neobus incluído na empresa, que tem por costume padronizar sua frota com Marcopolo. O modelo Spectrum até então não tinha um exemplar no sistema municipal de João Pessoa; os Spectruns conhecidos até então eram do modelo que o substituiu, o Spectrum City – e a PB Rio possui a versão intercity do Spectrum.

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Antes de literalmente entrar para a história na Transnacional, o veículo foi o 51636 da Viação Novacap, do Rio de Janeiro, bem como o ex-0571 da TBS, empresa de fretamento do Grupo A.Cândido. Chegou a ser posto à venda na Unitrans Seminovos, revenda de ônibus usados do grupo empresarial. Foi chamado de volta para fazer história.

O veículo foi empregado na linha I006-Integração Anatólia. A ideia ao que parece é incluir na linha – que é gratuita – um veículo numa categoria mais baixa do que a dos ônibus sem cobrador da empresa, que emprega veículos de 17 toneladas e no mínimo 38 lugares. Além disso, facilitaria a sua identificação, uma vez que a linha 201-Ceasa, que compartilha o ponto final com o I006, já emprega ônibus sem cobrador. Colocar no I006 um veículo que seria idêntico aos utilizados no 201 – que uma hora vai utilizar reserva técnica – confundiria os passageiros. Outra ideia é que essas características tornem o veículo somente utilizável para o I006.

Para destacar esse carro dos do 201, o veículo recebeu a pintura do consórcio Unitrans – e não a padrão da empresa, que é a empregada nos ônibus do Ceasa. E para não se confundir, o veículo possui a traseira em branco, sem a caracterização da Transnacional.

Desse modo, a Transnacional baixa seu último OF-1721 E2 da frota. E o substitui por um filho único em todos os aspectos, fazendo com que essa história termine de uma forma épica e inesquecível para quem gosta de guardar a história do transporte coletivo em João Pessoa.

Com a aquisição da Transnacional, os modelos da Neobus somente não passaram pela Reunidas. A São Jorge possuiu micros da encarroçadora – já baixados. A Transnacional agora se junta à Santa Maria, Marcos da Silva e Mandacaruense, que são quem atualmente possuem modelos da encarroçadora gaúcha  na frota de João Pessoa.Além disso, já pode-se afirmar que todas as empresas municipais de João Pessoa empregam ou empregaram veículos ex-Novacap em sua frota. A Reunidas já utilizou em Cabedelo Foz Super que pertenceram a Novacap – os quais já foram baixados.

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A Transnacional em sua história já incluiu, além da Marcopolo, veículos da Busscar, CAIO, Incasel e Ciferal. Desde 2010, quando foi baixada a última unidade da Busscar, a empresa mantinha somente Marcopolo em sua frota.

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