A breve história da Cummins Nordeste

Fonte: Lexicar Brasil
Foto: Acervo Paraíba Bus Team/Reprodução

 

Marcopolo Veneza Expresso da empresa TCB- Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília-DF, encarroçado sob o chassi Cummins ULC-210.

A Cummins Nordeste S.A. Industrial foi constituída em 1972, em
resultado da aquisição das instalações da Magirus, em Simões Filho (BA),
pela Cummins,
empresa norte-americana fabricante de motores recém instalada no
Brasil. No final do ano, no VIII Salão do Automóvel, a empresa lançou o
primeiro chassi com sua marca, reedição do antigo modelo Magirus
RL-1014: a plataforma tubular rodoviária RC-210, equipada com
motor traseiro Cummins V8 refrigerado a água importado, com injeção
direta e 205 cv. A plataforma tinha caixa de cinco marchas
sincronizadas, suspensão convencional por molas semi-elípticas e
amortecedores, duplo circuito de freios e direção hidráulica. Logo a
seguir foi introduzido o chassi urbano UC-210, com longarinas, nas versões curta e longa, também de origem Magirus.

A linha completa de chassis Cummins, disponível no final de 1974.
Em 1974, no IX Salão, dois novos produtos foram apresentados: a plataforma rodoviária RC-AR 210,
com suspensão totalmente pneumática, tomando por base protótipo
construído na Bélgica em seqüência a acordo de colaboração firmado entre
Cummins, a belga Van Hool e Marcopolo; e o urbano UCE-210, com
chassi rebaixado, de modo a reduzir a altura e melhorar o acesso dos
passageiros, porém mantendo o quadro com longarinas e a suspensão por
feixe de molas; a caixa era de quatro marchas. Ambos modelos estavam
equipados com o V8 Cummins de 205 cv. 
Plataforma Cummins RC-210, com suspensão convencional.
No final de 1975, coincidindo com a
comemoração da fabricação da 1.000ª unidade, a empresa apresentou mais
um chassi, o RCL-210, com longarinas extensíveis, permitindo a
construção de ônibus com diferentes distâncias entre-eixos; tinha
suspensão por feixe de molas e a tradicional mecânica Cummins. Apesar
das qualidades do veículo, o reduzido nível das vendas internas e a
dificuldade de importação do motor V8 que vinha sendo utilizado levaram
ao encerramento da produção de chassis e plataformas. As últimas unidades foram entregues em meados de 1976.

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