Corredor para ônibus pode desativar estacionamentos em Campina Grande

Fonte:
Jornal da Paraíba
Matéria / Texto: Givaldo Cavalcanti
Foto: Divulgação

Os corredores exclusivos para o transporte coletivo
são uma das saídas para melhorar o fluxo de veículos em Campina Grande e devem
fazer parte do plano de mobilidade do município, que deverá ser finalizado em
abril de 2015. Contudo, a execução dessa proposta pode provocar polêmica entre
os condutores, já que para a implantação dessa alternativa alguns
estacionamentos públicos da cidade precisariam ser desativados para que as vias
exclusivas sejam instaladas e entrem em funcionamento.

Quem explicou essa proposta foi Valéria Ramos,
engenheira e membro da comissão de elaboração do plano de mobilidade, que foi
discutido na manhã de ontem no auditório do Ipsem, quando foi realizada uma
audiência pública para debater o tema. Segundo ela, uma das medidas em curto
prazo necessária para melhorar a mobilidade do município seria a instalação
desses corredores exclusivos, que mesmo retirando os estacionamentos públicos,
melhorariam o deslocamento de veículos na cidade.
 
“A prioridade que temos que estudar para esse plano
de mobilidade é o transporte coletivo. Precisamos tirar os obstáculos e
proporcionar um descolamento mais rápido, com mais qualidade.
 
Com a prioridade do transporte coletivo, a proposta
que está sendo debatida é implantar esses corredores em trechos das avenidas
Floriano Peixoto e na Juscelino Kubitschek, Almirante Barroso, Getúlio Vargas e
Aprígio Veloso, que deixarão de ter estacionamentos nas laterais das vias, o
que facilitará o fluxo desses veículos”, explicou Valéria Barros.
 
Caso essa proposta seja confirmada no plano de
mobilidade de Campina Grande, a Superintendência de Trânsito e Transporte
Público (STTP), ficará encarregada de implantar a sinalização nos locais,
indicando a proibição do estacionamento, para que o local seja usado
exclusivamente para os transportes coletivos. De acordo com José Marques,
superintendente da STTP, além dessa medida, existem outras que deverão surgir
seguindo a seguinte prioridade: ônibus, ciclovias, acessibilidade, pedestre, e
transporte privado.
 
“Temos que valorizar e fortalecer o transporte
coletivo, que pode levar muito mais pessoas, além de apresentar alternativas
para o deslocamento de bicicletas, de pessoas com deficiência, pedestres e por
último dos carros próprios. Se nós podemos com um ônibus transportar 50
pessoas, porque preferir ter 50 carros particulares na rua transportando apenas
uma pessoa? Com o transporte coletivo de qualidade nós podemos ter mais
qualidade de vida, menos tráfego e melhores condições de locomoção na cidade”,
argumentou José Marques.
O prefeito em exercício de Campina Grande, Ronaldo
Cunha Lima Filho, participou da audiência pública e disse que a proposta do
município é investir em um plano de mobilidade que ofereça segurança, conforto,
seja barato e rápido. “Com essas atribuições, eu tenho certeza que nossa cidade
irá crescer de forma mais ordenada. Estamos desenvolvendo um plano para a área
central da cidade, mas também para as de grande concentração de pessoas, como a
do Complexo Aluísio Campos. Com esse planejamento, faremos nossa cidade avançar
mais”, disse o prefeito em exercício.

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