Faixa Azul, o Bus Rapid Service recifense, ainda sem fiscalização eletrônica e já no abandono

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria / Texto: Felipe Vieira
Fotos: JC Imagem

A Faixa Azul de ônibus da Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, Zona
Sul do Recife, tem apenas sete meses de implantação e, de acordo com a
prefeitura, conseguiu aumentar em 23% a velocidade dos coletivos que circulam
pelo local. Ganho que poderia ser bem maior caso houvesse melhor conservação da
via e se os motoristas de carros e motos não insistissem em trafegar pelos sete
quilômetros da via exclusiva que liga a região ao Centro da capital.

Os
problemas começam logo após a descida da Ponte Motocolombó, pouco antes da
esquina com a Rua Arquiteto Fernando Almeida. Quando chove, o trecho fica
alagado, dificultando a passagem dos coletivos. Também é comum carros e
motocicletas que descem a ponte em direção à Zona Sul aproveitar o embalo
continuando na faixa exclusiva naquele trecho. Táxis sem passageiros também não
fazem cerimônia.
Mais
à frente, na altura do cruzamento com a Rua Missionário Joel Carlson, surge
outro problema, que vai se repetir por diversos trechos: a tinta utilizada para
delimitar o corredor desaparece, convidando ainda mais os motoristas
mal-educados a trafegar no local. Uma extensa parte da pista continua com a
tinta descascada até as imediações da esquina com a Rua Engenheiro Alves de
Souza. Enquanto isso, mais carros e mais motos circulando pela faixa exclusiva.
Pouco
antes da esquina com a Rua Itapeva, que dá acesso à Rua Jean Emille Favre, um
grande buraco bem no meio da Faixa Azul obriga os ônibus a reduzir a
velocidade. Entre as Ruas Itacari e Jaçanã, mais faixas desbotadas. “Todo
motorista de ônibus adorou a Faixa Azul. Mas o problema é que os carros teimam
em circular pelo corredor e fazem isso porque não existe qualquer fiscalização
e eles sabem que nada vai acontecer”, critica o motorista Roberto Aquino.
A
falta de educação dos condutores de automóveis também provoca acidentes, como o
que a reportagem presenciou em frente ao Ginásio de Esportes Geraldão, há
alguns dias. Um motorista tentou cortar, pela Faixa Azul, um caminhão que
estava na via ao lado. Foi arrastado por 30 metros e por pouco não subiu a
calçada próximo a uma parada de ônibus repleta de pessoas. O motorista do
carro, o operador de máquinas Damião da Silva, alegou não ter vindo pela faixa
exclusiva, mas todas as pessoas que estavam no ponto de ônibus disseram o
contrário.
Em
frente ao prédio dos Juizados Especiais do Recife, um esgoto estourado toma
conta da faixa por um quarteirão. Pouco antes do Viaduto Tancredo Neves, um
enorme ponto de alagamento e o fim da pista exclusiva. E ao longo de sete
quilômetros não foi visto um agente sequer da Companhia de Trânsito e
Transporte Urbano (CTTU), nos dois dias em que a reportagem circulou pela
Mascarenhas de Morais.
PROMESSAS, PROMESSAS E MAIS PROMESSAS
A
Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) garante que até o fim do mês
vai instalar as 200 câmeras que farão a fiscalização eletrônica de todos os
trechos de Faixa Azul – além da Mascarenhas de Morais, as Avenidas Domingos
Ferreira e Cosme Viana contam com a via exclusiva. Os equipamentos serão
incorporados ao sistema já existente para monitorar o trânsito e não precisarão
de operadores especiais: a leitura da placa é feita automaticamente e o
resultado é cruzado com a base de dados do Detran.
O
veículo só é multado quando flagrado por três câmeras, o que significa que
estava circulando pela faixa e não apenas usando para virar à direita, o que é
permitido. A CTTU informou que aguarda o fim do período das chuvas para
restaurar os diversos pontos em que a pintura desapareceu da pista. De acordo
com a companhia, a tinta utilizada na primeira versão da Faixa Azul não adere
ao asfalto quando a umidade relativa do ar é maior que 85%.
A
próxima Faixa Azul será implantada na Avenida Recife, ainda sem data definida.
A CTTU informa que o aumento da velocidade dos ônibus foi de 21 km/h para 26
km/h, no sentido subúrbio/cidade, e de 32 km/h para 39 km/h, no sentido
cidade/subúrbio.

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