Embarque nos transportes coletivos de João Pessoa passa a ser feito pela porta da frente

Fonte: Portal Correio 
Matéria / Texto: Ewerton Correia

Fotos: Ewerton Batista / JC Barboza

Os ônibus que operam nas
linhas 304-Castelo Branco, 510-Tambaú/Praia e 517-Castelo Branco/UFPB/Epitácio,
da empresa Transnacional (Unitrans), em João Pessoa, passaram por mudanças em
relação à forma de embarque e desembarque. As alterações ocorrem desde o início
de fevereiro.

Nestas
linhas, o passageiro que antes embarcava pela porta traseira agora deve entrar
pela frente devido à mudança na posição das catracas, que foram colocadas para
próximo do motorista. O desembarque nos veículos dessas linhas passa a ocorrer
pela porta de trás.

Segundo a
Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), as
modificações visam trazer mais segurança, uma vez que a aproximação entre o
motorista e o cobrador pode inibir a ação de assaltantes.

Segundo o
diretor de operações de trânsito da Semob, Cristiano Queiroz, o
reposicionamento das catracas ainda ocorre de forma experimental e não
prevalece para toda a frota da Capital. Ele diz que isso depende de uma
autorização do superintendente da Semob, Nilton Pereira de Andrade, e ela só
será concedida após estudos e resultados desses testes nas linhas de Tambaú e
do Castelo Branco.


As mudanças
nas posições de embarque e desembarque em alguns transportes coletivos causou
confusão entre os usuários pessoenses, que estão acostumados a utilizar a porta
traseira como forma de entrada nos veículos.
O embarque pela porta
dianteira é comum em frotas de várias cidades do país, como Recife/PE,
Natal/RN, Campina Grande/PB, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP.

10 comentários em “Embarque nos transportes coletivos de João Pessoa passa a ser feito pela porta da frente”

  1. Podiam pelo menos ter adotado o padrão de santa rita onde o cobrador fica no centro do veiculo perto da porta do meio, mas colocaram logo atras do motorista para obrigar o idoso a embarcar pela traseira…

  2. Com a demanda que tem o transporte público de João Pessoa, eu duvido e muito que a profissão de cobrador vai deixar de existir. Ora, se com cobradores as linhas já sofrem com os atrasos causados pelos congestionamentos, imagine se não tivesse. O sistema entraria em colapso.

  3. tem um motorista das linhas integracionais de nova mangabeira não abre a porta pro idoso até o ônibus encher quando enche ele abre a porta de trás só para o idoso ficar em pé porque ele sabe que ninguem vai dar o lugar

  4. Era uma coisa que mais cedo ou mais tarde iria acontecer, não tem jeito. João Pessoa era uma das poucas capitais que ainda adotavam esse sistema de embarque. E contando nos dedos, já que além dela, Salvador e Fortaleza ainda adotam o modelo de embarque pela traseira. Com ou sem cobrador, era evidente que o modelo pessoense estaria superado.

    E o atual modelo expõe o cobrador a perigo, principalmente a entrada no modelo curral adotada pela Unitrans e a maioria das empresas, que em JP é adotada desde 2001 (e tal como agora, todo mundo estranhou), onde é muito fácil um ladrão atacar o cobrador por trás o surpreendendo.

    Como bem disse o anônimo acima, dificilmente a profissão de cobrador vai deixar de existir, até porque isso depende da demanda e da condição de cada empresa. Não é a presença ou a ausência do profissional que melhora ou piora a condição do sistema, o qual já é muito ultrapassado.

  5. Passado o periodo de adaptação pela população, digo adaptação aos transtornos porque as pessoas entram pela frente e obstruem a porta de trás; quem precisa descer e nao está na porta, tem que ficar gritando para o motorista esperar e muitas vezes ele vai embora sem que o passageiro desça, porque ja está atrasado, quando a porta abre para o passageiro descer, em alguns pontos a molecada ja está pronta para entrar e nao pagar passagem; o passageiro preferencial entra pela porta do meio, quando tem, e fica na frente, na hora de descer o motorista nao abre a porta do meio e o pobre tem que ir até o final do ônibus; os onibus que só tem duas portas, as gravidas entram por trás e tem que caminhar até o cobrador para pagar e assim vai.
    Esta semana, presenciei uma cena preocupante, o motorista parou o onibus para uma senhora descer e vários adolescente entraram por tras em atitude suspeita, o cobrador tremeu na base e se levantou e ficou na porta dianteira, creio que pronto para saltar do ônibus, nao esperei o assalto ocorrer, desci no ponto seguinte e segui viagem em outro onibus. Quanto a segurança na mudança do cobrador para a frente, seria bom verificar as estatísticas dessa "melhoria" porque para o usuário na realidade so causa transtorno e além do mais para uma pessoa mal intencionada, nao existe obstáculos. .

  6. Tibério Cesar Thebaldi

    Gostaria de obter mais informações sobre a instalação de catracas próximas à porta traseira dos ônibus de João Pessoa. O que levou a Secretaria de Transportes a tomar tal decisão?

    1. Isso foi uma iniciativa de apenas três das cinco empresas (Transnacional, Reunidas e Santa Maria). A São Jorge e a Marcos da Silva não adotam essa catraca traseira. Tal medida serve em tese para impedir a entrada de passageiros que entrem sem pagar, criando uma barreira física na porta de desembarque, apenas para os ônibus de três portas – os de duas portas, mesmo das empresas acima mencionadas, não possuem catraca traseira.

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