Ônibus Paraibanos

Um Vitória de grande sucesso

Fonte:
Inbus Transport / Enciclopédia bus / Portal Ônibus Paraibanos

Matéria
/ Texto: Hélio Luiz de Oliveira

Fotos: Kristofer Oliveira / Lucas Lima / Thiago Martins de Souza / Acervo
A
Caio, Companhia Americana Industrial de Ônibus, já era líder no mercado de
carrocerias urbanas e após o lançamento do modelo Amélia, apresentava o seu
mais novo sucesso: o Caio Vitória. Ainda com seu escritório central local na
cidade de São Paulo (na Rua Guaiaúna, bairro da Penha), a encarroçadora dava um
grande passo, consolidando com a mai importante produtora para o segmento
urbano. Foi na versão estrutura de ferro que o Vitória foi editado em 1987,
seguido posteriormente para o de estrutura de alumínio e diversificando para
unidades como convencional, articulada e especial.

Momento
delicado da economia brasileira, o “Vitória” da Caio tornaria um
referencial inverso da situação, mostrando contudo um dos mais respeitados
projetos de carrocerias de ônibus já fabricados no país.

Do
parque fabril na cidade de Botucatu (cuja área total era de 280 mil m² e 60 mil
m² de construção industrial), a Caio colocava em linha 18 unidades, e o mercado
nacional era abastecido por um produto de boa aceitação e de excelente
estruturação operacional, não permitindo que o frotista ficasse com o ônibus
parado na garagem, e sim, trabalhando.

Vitória produzido pela Caio Norte

Em
tão pouco tempo, o Caio Vitória tornaria outro ícone de venda da empresa
paulista, seguindo a tradição de décadas em carrocerias com vantagens frente à
concorrência em sua época. O Vitória, dois anos mais tarde ganha a versão
“misto quente” – ônibus com característica semi-rodoviário com
detalhes urbanos (como sem bagageiro passante e vidros tradicionais do modelo
urbano) para curta distância.

O
Uruguai foi o primeiro país a receber este novo produto, no modos-operandi via
exportação.

A marca Caio de carrocerias de ônibus mantinha a tradição de mais de 20 anos,
em batizar seus produtos com nomes femininos como Gabriela, Amélia, Carolina,
entre outros, sendo que o nome Vitória complementaria essa diferenciação e
selaria o modelo final com esse tipo de nomenclatura.

Lançado oficialmente no final do
ano de 1988 (já como modelo 1989), deixou a linha de montagem em 1995, com o
lançamento do seu sucessor, o CAIO Alpha. Devido a carteira de pedidos, não é
difícil encontrar CAIO Vitórias fabricados no ano de 1996, assim como também
não seria difícil encontrar um CAIO Amélia fabricado em 1988 já que a CAIO
tinha que cumprir a sua carteira de pedidos.

Durante sua produção, pequenas e
poucas alterações foram feitas em seu layout:

a) no seu lançamento, não havia a grade frontal
na mesma coluna horizontal entre as extremidades das lanternas, ou seja, era um
chapa lisa, onde muitas empresas utilizavam para colocar o número do prefixo;

b) ainda no modelo de lançamento, internamente,
o capô do motor (para os chassis Mercedes Benz) tinha um pequeno dregrau;

c) ainda no modelo de lançamento, havia em uma
peça única de material plástico resistente (a parte do revestimento do teto
onde envolvia o cock pit do motorista e do banco do primeiro passageir) aonde
ficava o cofre dos pistões de acionamento da porta dianteira e do lado esquerdo
outro cofre, aonde ficava o painel da placa elétrica e mais a caixa do
intinerário, tudo em peça única, na cor cinza escura (posteriormente, essa peça
foi desmembrada);

d) portas dianteiras e traseiras de folha única
para, ao serem acionadas para fechamento, a mesma empurrava de modo seguro, o
passageiro para dentro;

e) painel do motorista não mudou com a evolução
do modelo mas, o restante do painel dianteiro, onde se escondia por exemplo o
bocal de entrada de água no radiador até, na mesma linha onde comaçava o piso
dos passageiros, terminava com um degrau de rebaixamento até finalizar na porta
dianteira;

f) externamente, o mata junta infeiror,
praticamente acompanhava a masma linha dos borrachões do “arco” das
caixas das rodas, isto para chassís de motorização dianteira, além dos
para-choques chanfrados e as janelas eram montadas de acordo com os chassís
mas, do lado esquerdo, as janelas traseiras, praticamente três montadas quase
que na mesma largura das portas – já em chassis de motorização traseira, esta
características eram bem diferentes;

g) para os modelos fabricados no ano de
1989/1990, desaparece a grande frontal da mesma coluna horizontal da mesma
linha entre os faróis retângulares dianterio, passando a adotar as mesmas
saídas de ar que o restante da grade;

h) internamente, devido a reclamações, parte do
painel interno de revestimento do teto que era em peça única, passou a ser
montado em formidur, como o restante do revestimento teto.

i) a mais sensível modificação efetuada no
modelo aconteceu no ano de 1992, atendendo as sugestões dos empresários: a CAIO
alterou as portas, ou seja, passaram de folha única para folha dupla e os
para-choques, antes chanfrados, passaram a ser lisos. Curiosamente, a Viação
Santa Brígida (São Paulo/SP) ao encomendar seus modelos, solicitou que fosse
mantido os para-choques chanfrados.

j) nos modelos fábricados a partir do ano de
1994, o painel dianteiro interno (que tinha um degrau rebaixado próximo da
mesma linha do salão de passageiros que seguia até a porta dianteira), teve o
degrau eliminado, sendo substitído por uma “caída” curvilínea suave,
terminando na porta dianteira;
(fonte: Mário Brian)


Caio Vitória FE

Modelo especial produzido em duralumínio, a
exemplo das carrocerias produzidas pela CIFERAL. Construído com material
resistente à corrosão, possuía os rebites aparentes e era direcionado às empresas
de cidades litorâneas que tinham problemas com carrocerias “comuns”
devido à maresia. Essa tecnologia foi absorvida da antiga encarroçadora carioca
Metropolitana, comprada pela CAIO em 1976 e que passou a ser conhecida como
CAIO Rio à partir do CAIO Gabriela II.

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