Ônibus híbridos chegam ao Parque Nacional do Iguaçu

Fonte: Transpo Online
Fotos: Divulgação

O Parque Nacional do Iguaçu comprou cinco ônibus
híbridos para realizar o transporte dentro do parque, sendo que as primeiras
três unidades já foram entregues e se somam à frota formada por 13 veículos. O
modelo é constituído pela carroceria Marcopolo Viale DD Sunny montada sobre o
chassi Volvo híbrido (diesel + elétrico). A tecnologia permite uma redução
de 50% em emissão de gases poluentes se comparada aos eficientes motores Euro
V, somente a diesel. Porém, se comparada à tecnologia Euro III, a gigantesca
diferença chega a 90% na redução de poluentes. O modelo reduz o consumo de
diesel em até 35%, além de proporcional redução na emissão de gás carbônico.

“A Volvo Bus já está desenvolvendo sua segunda geração
de ônibus híbridos, chamada Plug-in, que deverá estar disponível no final de
2015 ou início de 2016”, segundo Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Bus
Latin America. A premissa da geração Plug-in é dobrar os valores de economia de
combustível, uma vez que pelo novo sistema o veículo deverá rodar muito mais
tempo em regime elétrico. Dessa forma, a economia de combustível de 35%
proporcionada pelo híbrido atual saltará para 70% na comparação direta com a
propulsão puramente a diesel. Quando a nova geração Plug-in estiver disponível,
o pay back (remuneração do investimento) de um híbrido Volvo deverá cair dos
atuais 7 a 8 anos para 5 anos.
O local abriga o maior remanescente de Mata Atlântica
da região sul do Brasil. “A opção pelo transporte híbrido atende uma
necessidade do Parque, que é a de permitir a circulação de veículos pelas
dependências da unidade de conservação causando o menor impacto”, afirma Jorge
Pegoraro, chefe do Parque Nacional do Iguaçu. “Em um ano de operação, o veículo
deixa de emitir 33 toneladas de CO2 comparado aos veículos à diesel com a mesma
capacidade de passageiros”, completa Fábio Lorençon, coordenador da Engenharia
de Vendas da Volvo Bus Latin América.
Segundo dados do Parque Nacional do Iguaçu, cerca de
1,2 milhão de passageiros são transportados anualmente dentro do parque, volume
que representa 80% do total de turistas. Em média, cada veículo faz entre cinco
e 15 viagens, com saídas do Centro de Visitantes e vai até o espaço Porto
Canoas que é o ponto final do circuito.
“O nosso híbrido está totalmente alinhado à proposta de
preservação do meio ambiente do Parque Nacional do Iguaçu e às atuais demandas
por transporte sustentável, tanto do ponto de vista econômico quanto do
ambiental”, afirma Pimenta. O executivo também adianta que está em
desenvolvimento avançado a proposta de oferecer uma plataforma articulada
híbrida, que deve ocorrer pouco depois da apresentação da tecnologia Plug-in.
A montadora também está cuidando de um biarticulado
híbrido, a ser ofertado igualmente em mercados como Chile e Colômbia. Outra
novidade anunciada por Pimenta é o fornecimento, a partir de Curitiba, de chassis
com motorização Euro VI para a Europa.
Motor híbrido – A
tecnologia, chamada de “Híbrida em Paralelo”, foi projetada para um ônibus com
dois motores, sendo um a diesel e outro elétrico que funcionam em paralelo ou
de forma independente. O motor elétrico é utilizado para arrancar o ônibus
e acelerá-lo até uma velocidade de aproximadamente 20 quilômetros por hora.
Enquanto o motor diesel entra em funcionamento em velocidades superiores e,
cada vez que os freios são acionados, a energia de desaceleração é utilizada
para carregar as baterias. O motor diesel fica desligado em situações de
trafegabilidade interrompida, como em pontos de ônibus, semáforos e
congestionamentos.

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