Ônibus Paraibanos

Marcopolo: Um nome com 64 anos de história

Fonte:
Inbus Transport / Portal do Ônibus / Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto:
Eduardo José de Oliveira / Hélio Luiz de Oliveira
Fotos:
Acervo Paraíba Bus Team


A
origem do nome traduz a saga do navegador italiano Marco Pólo, no
reconhecimento da pequena Carrocerias Caxiense onde tudo começou em agosto de
1949. Nestes 64 anos, dos primeiros modelos fabricados em madeira, de alumínio,
de ferro, a inovação, busca permanente da tecnologia de uma das maiores
fabricantes de carrocerias do mundo.

Caxias
do Sul, na serra gaúcha, orgulha-se de sua importante ostentação da cidade que
mais fabrica ônibus no mundo: e é fruto do espírito do navegador italiano que
ainda jovem, explorava os mares até desembarcar na longínqua China.
Se
Marco Pólo traduz Marcopolo, as histórias são as mesmas. As carrocerias serviam
para atender as empresas Expresso Caxiense e Pérola – as jardineiras montadas
em estruturas de caminhões de época, desfilavam nas duras estradas da região,
para conduzir entre passageiros e cargas, a distância entre as cidades.
É
salutar descrever que todo o começo foi muito difícil: dinheiro faltava, mas
ousadia nunca.
Na
década de 50, a então Carrocerias Nicola S/A Manufaturas Metálicas, iniciaram a
construção de carrocerias de ônibus na fábrica do bairro Planalto. Muito tem
que se falar, mas Dorval Nicola, seus irmãos, seus primeiros sócios, e a
ilustre presença de Paulo Bellini, somam-se ao velho galpão de dois andares
instalados entre as ruas 18 de forte e 13 de maio em Caxias do Sul como
personagens visionários, na marca de seus 64 anos fabricando ônibus.

O
advento e a transformação da indústria automobilística brasileira,
impulsionaram a empresa: o Brasil começaria a dispor de chassis para
transportar passageiros coletivos.
No
final da própria década acumularia a marca de 700 modelos produzidos, onde em
meados de 1961 praticaria a primeira exportação para o vizinho Uruguai.
A
partir desta data, a Marcopolo não pára mais.
Espírito
navegador, busca na tecnologia, no fascínio de seus idealizadores, buscar novos
mares, numa expedição incansável e na sorte dos inoportunos das grandes
viagens, que só marinheiro sabe interpretar.
O
nome e a marca de sucesso foi apresentada no Salão do Automóvel em São Paulo no
ano de 1968: versão Marcopolo I (traseira e frente de fibra de vidro, mas ainda
com tetos curvos nos seus modelos, tanto rodoviários como urbano). Em seguida,
na constante busca fabril, apresentaria a versão II.

O
primeiro passo foi a aquisição em 1970 da Carrocerias Eliziário de Porto
Alegre.
Não
mais se chamaria Nicola, e sim, em 1971 altera-se socialmente para Marcopolo
S/A Carrocerias e Ônibus.

Dois
anos mais tarde, juntamente com a Cummins e a Van Hool iniciam a construção de
modelos rodoviários na Bahia.

Ainda
nos tempos da ditadura instalada no país, abalo e crise do petróleo no mundo, a
Marcopolo apresenta um novo conhece a versão III – teto reto e muita fibra. Na
metade da década já garante 42% das carrocerias produzidas no país. No ano de
1977 incorpora a Nimbus (também encarroçadora gaúcha).

Depois
vem a Invel, aperfeiçoando a fabricação dos modelos urbanos. Sai das serras
gaúchas, instala-se numa moderna unidade fabril em Belo Horizonte com a
Marcopolo Minas.

Ninguém
para este (a) Marcol (Pólo) …
Em
plena crise da década de 80, apresenta a primeira família completa de ônibus no
Brasil: a geração IV.

Tradicionalmente
suas carrocerias são batizadas aos sons fonéticos e silábicos da Itália:
Viaggio e Paradiso (este, o primeiro high deck brasileiro em 1984) triunfam
entre os modelos nacionais.

É
dado o maior passo tecnológico da empresa… (No Paraná monta uma unidade
específica para os implementos de fibra).

Construir
uma nova fábrica é a próxima etapa: Ana Rech com mais de 43 mil metros quadrados
da área construída (contabilizando anualmente a marca de mais de 3 mil
carrocerias).
Sistemas
modernos com tecnologia japonesa, maior fluidez nas linhas de montagens são
registros dos primeiros passos para entrar nos mercados: europeu e americano.

A
amplitude da carteira de exportação, apresenta uma sólida imagem, tornando-se
um sinônimo do ônibus brasileiro em terras não brasileiras.
A
década de 90 consolida como a encarroçadora com a total qualidade de vida entre
e para seus colaboradores (em 1992 assina contrato com a Dina Autobuses no
México, e está entre as 100 melhores empresas no mundo – segundo a revista
Forbes).
Seis
anos mais tarde, na busca permanente da qualidade, e aperfeiçoamento
industrial, é certificado com a ISO 9001.

A
quinta geração de ônibus é anotada na história da empresa com o pioneirismo e
consolidação da marca nos transportes coletivos.
No
ano de 1999 atinge a marca histórica dos 100 mil ônibus fabricados, e um anos
após, a confirmação da aquisição da Ciferal no Rio de Janeiro, numa verdadeira
festa da passagem de seus 50 anos.

Novas
metas são traçadas: surge o Volare – sucesso da encarroçadora gaúcha dos
pequenos e notáveis ônibus, que fazem a partir de então, presença obrigatória
nos grandes centro urbanos do país.

Se a
marca tornou-se sinônimo de ônibus no Brasil, a Marcopolo é presença marcante
nas rodovias e estradas brasileiras.

A
liderança visionária (como do início, no relato do navegador italiano) traz
para o mercado nacional a geração VI – confirmando assim a consolidação da
empresa como a maior fabricante de carrocerias de ônibus do Brasil, da América
Latina e entre as maiores do mundo.

Resultado
de um trabalho de mais de três anos de pesquisas de campo e desenvolvimento e
investimentos de cerca de R$ 30 milhões, os novos modelos da Geração 7 de
ônibus rodoviários da Marcopolo foram apresentados neste dia 24 de junho, em
São Paulo, e começam a sair da linha de montagem da unidade Ana Rech, em Caxias
do Sul, a partir de agosto, mês de comemoração dos 60 anos da empresa.

A
família, que já contava com os já tradicionais Paradiso1200 e Viaggio 1050,
ganha dois novos modelos – Paradiso 1050 e Viaggio 900 – e cria um novo padrão
de qualidade, conforto, segurança, robustez e economia. Os novos veículos foram
desenvolvidos para diferentes modelos de chassis das principais montadoras.
Diferente
de outros ônibus já produzidos no Brasil, os novos Marcopolo G7 foram
desenvolvidos com dois focos principais: o atendimento das necessidades e
demandas de passageiros e motoristas; e a redução de custos e o aumento de
capacidade de transporte para  os operadores. Os objetivos são
valorizar o prazer de viajar de ônibus, independente do percurso ou duração, e
proporcionar ganhos operacionais para os empresários.

Segundo
o diretor-geral da Marcopolo, José Rubens de la Rosa, os modelos da Geração 7
vão muito além de um design bonito e futurista. “Nossos projetistas e
engenheiros trabalharam para que todas as mudanças e novidades se traduzissem
em benefícios para passageiros, motoristas e frotistas. O resultado são
veículos mais confortáveis, seguros e que geram redução de cerca de 10% no
custo de combustível, além de menor gasto de pneus e freios e manutenção
facilitada”, enfatiza de la Rosa.

A Geração 7 da Marcopolo foi criada com o objetivo de
estabelecer novos referenciais para o mercado brasileiro e internacional. Os
veículos proporcionam, ao mesmo tempo, vantagens para o passageiro, com maior
conforto, sofisticação e praticidade, para o motorista, pela dirigibilidade e
ergonomia, e para o frotista, pela maior ocupação dos veículos, menor custo
operacional e manutenção facilitada.
Algumas
carrocerias que fizeram marcos históricos
Não
era comum no início da grande expansão no segmento automobilístico nacional,
registrar nomes as carrocerias de ônibus, ainda que poucos fabricantes
destinavam-se a batizá-las com nomes de personagens históricos e lugares de
destaque na mídia nacional ou internacional.
O
sucesso do nome Marcopolo (como citamos em retratação ao navegador dos sete
mares, natural de Veneza) originou-se para outros registros nos modelos
rodoviários e urbanos da encarroçadora.

O
Marcopolo III (que fez baterias de testes na Transamazônica) foi identificado
como o primeiro ônibus de teto reto do país, assim como nas suas janelas retas
(em formato 90 graus) e panorâmicos – sua traseira tinha uma característica
marcante com uma grande área em fibra reforçada na cor preta.

Outro
modelos como: Veneza, nas versões I, II e express urbano, Marcopolo Junior
(microônibus), Sanremo, Fratello, Viaggio (marco histórico no segmento
rodoviário), Paradiso (grande sucesso da Marcopolo), Sênior, Torino (líder no
segmento urbano), Volare, Andare, Allegro, Viale, Turquesa, Citmax e Minimax
(estes últimos já descontinuados e com a marca Ciferal).

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