Setor de ônibus critica subsídio para aviação

Fonte: Folha de São Paulo
Matéria/Texto: Leandro Martins
Foto: Adriano Minervino/Thiago Martins de Souza

O plano do governo federal de subsidiar passagens aéreas para
impulsionar a aviação regional no país é criticado por executivos das empresas
de ônibus. O setor de
transporte rodoviário diz que o governo age com desigualdade e que, se o
subsídio deixar o preço das passagens aéreas perto do cobrado no transporte
rodoviário, como afirmou a presidente Dilma Rousseff (PT) na semana passada,
haverá risco de demissões. “Ninguém vai pegar ônibus para andar três
horas se puder pegar avião e voar por 40 minutos”, afirma José Luís
Teixeira, diretor-executivo da Viação Garcia, quarto maior grupo do setor no
país. 

Para Paulo Porto Lima, diretor da Abrati, associação nacional
que reúne 130 empresas de ônibus, o plano de subsídios do governo é
“preocupante” e “desanimador”.



“Somos um país carente de tudo, até que
ponto justifica um subsídio agora para o setor aéreo?”, questiona Lima,
que também dirige o grupo Guanabara, que reúne seis empresas rodoviárias.



O plano de subsídios ao setor aéreo vem sendo
preparado pelo governo federal desde o fim do ano passado, quando foi anunciado
um pacote para a aviação regional.



Tema de Dilma



Nos últimos dias, o assunto virou tema frequente
nas declarações públicas feitas pela presidente Dilma.



Na semana passada, primeiro ela falou sobre o
tema em Campo Grande (MS). “Vamos subsidiar assentos dos aviões para que
se tornem competitivos. Nós pagamos a diferença entre a passagem de ônibus e o
preço médio da passagem de aviação.”



Promessa semelhante foi feita depois, durante
visita a Uberaba (interior de Minas).



De acordo com o projeto que foi colocado em
consulta pública pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência, o governo
planeja subsidiar passagens em voos regionais em até 50% dos assentos
existentes em cada aeronave – com limite de 60 por voo.



Preços equiparados



O consultor técnico da Abear (Associação
Brasileira das Empresas Aéreas), Adalberto Febeliano, afirma que, ao contrário
do que dizem os representantes do setor rodoviário, não se trata de
favorecimento à aviação.



Ele diz que o projeto leva em conta locais onde
há baixa densidade de tráfego, nas quais, se não houver apoio do governo,
jamais haverá transporte aéreo devido ao custo alto de operação, o que eleva o
valor das passagens.



“Do contrário, cidades pequenas e médias
vão ficar para sempre sem serviço aéreo”, afirma. “A acessibilidade
aérea garante um raio de ação muito maior do que a acessibilidade
terrestre”, diz ele.

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