Guanabara, superando adversidades

Fonte: Blog Expresso Guanabara
Fotos: Divulgação

Em
mais uma compilação do livro comemorativo dos 20 anos de história da Guanabara,
vamos tratar, nessa postagem, sobre as superações das grandes dificuldades
enfrentadas pela empresa, em verdadeiras aventuras, nas estradas precárias do
Brasil. Vinte anos atrás a realidade das estradas brasileiras era crítica. Se
pudéssemos fazer um paralelo das condições das rodovias com um paciente doente,
poderíamos dizer que ele se encontraria na UTI. Em geral as estradas –
sobretudo estaduais e municipais – apresentavam um estado de conservação
incompatível com as condições desejáveis para um transporte eficiente,
principalmente, no que se refere ao estado de conservação das estradas. 

De acordo com o
mais completo diagnóstico sobre a situação da malha rodoviária brasileira,
realizado desde 1995 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), os
principais aspectos das estradas nos anos 90 eram a degradação de boa parte do
pavimento, a grande deficiência na engenharia viária e a precariedade da
sinalização das vias. Na quilometragem total dos trechos avaliados pela
Pesquisa CNT de Rodovias, verifica-se, via de regra, a inadequação da malha
viária brasileira às exigências do crescimento econômico.

Nas
regiões Norte e Nordeste, em especial, a situação era particularmente mais
grave. Trafegar pelas estradas dessas regiões era uma autêntica prova de barro
e ficavam intransitáveis de tão alagadas quando chovia. Em outros pontos, havia
situações inacreditáveis em que a passagem de um lugar para outro sobre pontes
de madeira, como o mínimo de segurança possível.e enduro. Muitas estradas de
localidades do interior sequer possuíam algum tipo de pavimentação. Em alguns
trechos as estradas eram de terra batida.

O
diretor da Guanabara, Carlos Magalhães, lembra que os ônibus que percorriam o
sul do Piauí, por exemplo, andavam com um “kit reboque” com cordas e correntes
para os casos de atolamento. “Era comum carro atolar no período chuvoso. Era
preciso até chamar uns tratores para desatolar tanto carro quanto caminhão”,
lembra. Segundo ele, em alguns locais, as vias eram de mão única e “quando
vinha um carro no sentido oposto, o ônibus precisava puxar para o lado da
vegetação para dar passagem ao veículo”. “A gente contratava até pessoas da
região para cortar as árvores para facilitar essa espécie de acostamento”,
recorda. 

Do Maranhão, a lembrança do diretor é das pontes de
madeira na localidade de Coelho Neto e Pirapemas. “Não sei como os veículos
passavam por cima daquilo. Eram sete pontos da BR até chegar em Pirapemas.
O ônibus passava e a ponte tremia toda. Quando tinha chuva, não passava nada, O
ônibus parava na BR e os passageiros seguiam a pé. Uma aventura”, relata
Magalhães.

Ele
conta que no Maranhão, na época das cheias, até as rodovias federais eram
interditadas, pois a chuva abria verdadeiras crateras na pista. Em 2009, ano de
uma intensa estação chuvosa que assolou as regiões Norte e Nordeste, a
Guanabara passou seis dias sem entrar no Pará, por conta de uma rachadura na
estrada que impedia a travessia. Somente após uma intervenção do Exército, que
providenciou uma ponte metálica, as operações foram normalizadas. “Só
acreditava quem via de perto. A força da água era tamanha que saia arrastando o
que tinha na frente. A água levava pontes, árvores, tudo”, finaliza.

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