Ônibus Paraibanos

FetransRio 2012: Governo reduz juros para ônibus

Fonte: Automotive Business
Matéria/Texto: Sueli Reis

Mais um capítulo do pleito de setores industriais por incentivos
do governo surte efeito, desta vez para as fabricantes de ônibus no País. O segmento foi contemplado
com a redução de taxa
de juros para
financiamentos via Finame
PSI, de 5,5% para 2,5% ao ano, a mesma concedida para caminhões
dentro do pacote de medidas do governo divulgado em 29 de agosto. Na ocasião, o
segmento de ônibus não havia sido incluído.


A redução foi autorizada pela presidente Dilma Rousseff após
pedido da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), revela seu
presidente, José Fernandes Martins, em entrevista exclusiva à Automotive Business durante
a Fetransrio, feira bienal dedicada ao segmento de transporte de passageiros
que está sendo realizada no Rio de Janeiro até sexta-feira, 5 . Segundo o
executivo, o pedido foi feito dias após o anúncio do governo sobre a redução da
taxa de juros para caminhões.

Martins conta que
antes das medidas, apresentou pessoalmente à presidente a importância do
segmento para o desenvolvimento da economia e da indústria brasileira em um
encontro que reuniu os principais setores econômicos do País.



“O transporte de
passageiros é um dos setores que mais geram empregos diretos no País e este
argumento sensibilizou a nossa presidente, que concedeu a redução para nosso
setor”, disse.


A redução da taxa
de juros para ônibus foi então divulgada em 6 de setembro, na circular do BNDES
sob o número 55/2012, que comunica a medida às financiadoras, que devem
considerar a nova taxa de 2,5% ao ano para compras realizadas entre a data da
publicação da circular até 31 de dezembro. O incentivo para ônibus foi batizado
de PSI 2012/09. No pacote divulgado em agosto que também contemplou caminhões,
a medida foi intitulada de PSI 4.

Para o presidente
da Fabus, “não há do que reclamar”. Com ajuda da medida, ele projeta que as
vendas de ônibus alcancem patamar de 42 mil unidades em 2012. Os emplacamentos
devem fechar o ano com queda de 10% sobre 2011, entre 28 e 30 mil unidades, mas
devem recuperar o fôlego em 2013, quando a entidade espera igualar ou superar o
recorde do ano passado, de 33 mil unidades.

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