Ônibus são alvos de vândalos antes do jogo entre Treze e Luverdense em Campina Grande

Fonte: G1 Paraíba
Fotos: Divulgação/Montagem Paraíba online

Três
ônibus foram parcialmente destruídos por torcedores durante uma partida de
futebol no domingo (26) em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Os ônibus
faziam o trajeto entre bairros da cidade e o estádio Ernani Sátyro, o Amigão,
local onde estava sendo realizada a partida entre Treze e Luverdense, pela
terceira divisão do Campeonato Brasileiro. De
acordo com o chefe de tráfego da empresa de transportes que teve os três
veículos danificados, Rinaldo Costa, os torcedores estavam como passageiros e
começaram a quebrar os veículos por dentro. Eles picharam os carros, quebraram
luminárias e vidros, rasgaram os bancos e alguns subiram no teto pela abertura
do ar e ficaram trafegando na cidade em cima dos ônibus. Rinaldo fez uma foto
com celular do momento em que torcedores estavam em cima de um dos ônibus.

Um dos carros foi alvo dos torcedores antes
do jogo, na integração, e os outros dois no momento em que levavam para casa as
pessoas que saíam do estádio. “Foi vandalismo, coisa que a gente só
assistia nos estados do sul, como os torcedores surfando no teto do carro. A
gente queria cobrar mais segurança da Polícia Militar em dias de jogo em
Campina Grande”, disse Rinaldo Costa. A empresa prestou um Boletim de
Ocorrência (BO).
O comandante do 2º
Batalhão da Polícia Militar (2º BBM), tenente coronel Souza Neto, disse que
equipes fizeram a segurança dos ônibus e escoltaram a maioria em certos pontos.
“O problema é que eu não posso colocar todo o efetivo para ficar seguindo
todos os ônibus em todos os trechos. Aliás, são os próprios passageiros que
estão fazendo isso e nós tínhamos que fazer a cobertura no estádio.
O superintendente do
Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campina Grande
(Sitrans), Anchieta Bernardino, disse que traçou uma rota dos locais mais
perigosos e com maior ocorrência de atentados contra os ônibus e passou à PM
para que a segurança fosse garantida. “É uma questão de segurança
patrimonial e do próprio usuário”, disse.

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