Ônibus Paraibanos

Bus Andino…misto de caminhão e ônibus

Fonte: Inbus Transport
Matéria/Texto: Hélio Luiz de Oliveira

Uma das marcas da década de 70 foi a exportação de carrocerias do Brasil para o mercado latino americano. A Caio participa ativamente com os ônibus-caminhão – mix adaptado, utilizando-se o frontal dos modelos médios de carga, fabricados pelas montadoras nacionais. No restante, a encarroçadora paulista implementava o “corpo” da carroceria no estilo convencional, muito aplicado para atender exclusivamente o mercado andino. Leiam mais sobre esse curioso tipo de ônibus que fez e faz sucesso na américa latina!!!

Assim, versões como Chevrolet, Ford, Mercedes-Benz e Dodge eram particularmente com as características do Gabriela urbano – grande sucesso da Caio. As vantagens destes modelos eramvencer ladeiras e estradas com forte grau de inclinação, uma vez que sua estrutura identificava como um caminhão-trator comum. Outro detalhe que favorecia as versões é que toda a parte de mecânica do veículo se dava pela parte externa, além de ficar para fora todo o barulho e ruído do conjunto motriz. Seu entre eixo veicular atingia até 4,5 metros – obedecendo criteriosamente a cada frontal do caminhão aplicado, mas nunca excedendo os 6 metros de comprimento total.
Mas a novidade apresentada não era patenteada pela Caio para a metade da década de 1970 (entre 1973 e 1979): anteriormente os modelos antigos (construídos nos anos 50) eram adaptados com frontal de caminhão, mencionados como “jardineira”  (a Grassi, pioneira na fabricação de ônibus no Brasil, iniciou a produção de montagem deste tipo de veículo em estrutura de madeira do século passado).
Já o mercado doméstico aproveitou poucas unidades do ônibus-caminhão, aqui conhecido como “Bus Andino” – que alavancou juntamente com os Mercedes-Benz, Ford, GM e Dodge o sucesso da Caio para abastecer os países vizinhos como Chile, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador.
Modelo produzido pela Marcopolo
Marcopolo Júnior com chassi Dodge
O Bus Andino apresenta as versões urbana e rodoviária, com 1 ou 2 portas. De longe eram de estética agradável, pelo forte traço do caminhão em si; e a desejar o conforto de seus passageiros. Mas de robustez e segurança, somavam-se atributos qualitativos do produto.
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