Ônibus Paraibanos

Os novos recursos voltados à segurança dos passageiros

Fonte: Abrati
Fotos: Divulgação
Os avanços mais revolucionários alcançados pela indústria automobilística mundial com o objetivo de tornar ônibus e caminhões cada vez mais seguros para condutores e passageiros podem ser encontrados no mercado brasileiro. É possível, por exemplo, equipar ônibus e caminhões com o chamado freio de aclive (denominado em inglês de Hill Start Aid ou Hill Hold), sistema que, nas subidas, facilita o arranque do veículo se ele está parado, ou a troca de marchas, se ele está em movimento, impedindo que se desloque para trás e corra o risco de bater de traseira. Leiam mais!

Situações de emergência causadas por um eventual cochilo ou distração do motorista podem ser contornadas com a instalação de uma câmera especial que monitora permanentemente a posição do ônibus ou caminhão em relação às faixas que delimitam a pista do lado esquerdo e do lado direito. Um sistema parecido, mas baseado em radar, monitora a posição do ônibus em relação ao veículo que trafega na frente, ou a obstáculos parados ou em movimento na pista, entrando em ação nos casos de aproximação perigosa. A redução da distância é detectada e o dispositivo primeiro emite sinais de advertência, depois atua levemente no sistema de frenagem e, por fim, se necessário, aciona os freios para fazer o veículo parar e evitar a colisão. 
NOVO PATAMAR – Tais maravilhas tecnológicas elevam a um novo patamar os cuidados com a segurança ativa e passiva, sempre desejáveis mas, evidentemente, oferecidos a um custo inicial maior na hora da compra. Por isso, segundo as próprias montadoras, às vezes os empresários do setor de transporte de passageiros não se sentem motivados a introduzi-las em suas frotas.

Os freios ABS, por exemplo. Algum tempo depois de lançados, tornaram-se praticamente obrigatórios para grande parte das empresas. Em seguida, ganharam importantes aperfeiçoamentos que resultaram nos sistemas de freios ABS + ASR, ou no EBS. Atualmente, os empresários são os primeiros a lembrar-se desse item quando programam suas aquisições de novos veículos, pois efetivamente tornam os ônibus e caminhões mais seguros. 
Até mesmo os ônibus de dois eixos, de  início utilizados quase exclusivamente por operadoras de turismo, continuam ganhando espaço, por causa de sua elevada capacidade de carga e por serem considerados mais seguros e confortáveis.
SOFISTICAÇÃO –  Bem mais sofisticados, e ainda enfrentando a resistência dos compradores devido aos custos (embora despertando a admiração deles) também estão disponíveis inovações como o dispositivo antitombamento do ônibus, e o sistema anti-intrusão frontal. João Dionelo, gerente de negócios na área de Vendas de Ônibus da Scania, explica que os ônibus com carroçarias altas têm o centro de gravidade também alto e, por isso, apresentam certa propensão a tombar nas curvas mal feitas. Portanto, exigem grande perícia e atenção do motorista. Para contornar o problema e aumentar os níveis de segurança, foi desenvolvido um sensor que “lê” o ângulo de inclinação do veículo nas curvas e, em caso de necessidade, esvazia automaticamente os bolsões da suspensão, abaixando no mesmo instante o centro de gravidade do ônibus e evitando a derrapagem ou um possível tombamento. 
Já o sistema anti-intrusão frontal é a solução de engenharia que impede a ocorrência de um acidente, geralmente fatal, nos casos de colisão frontal: a projeção do automóvel sob a parte inferior do caminhão. O alcolock é um bafômetro instalado na cabine do veículo, que só pode ser removido na oficina e que deve ser soprado pelo motorista quando a ignição tiver de ser acionada. Se o condutor estiver alcoolizado, ainda que em níveis mínimos, um dispositivo eletrônico travará a ignição.
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