ANTT quer que frota atual de rodoviários passe de 14 mil pra pouco mais de 6000 ônibus

Por DCI
As empresas  de ônibus interestaduais preparam-se para mais uma etapa da queda-de-braço que travam com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em torno da licitação de 1.967 linhas interestaduais. Fonte do setor revelou ao DCI que, provavelmente, o edital da licitação será publicado semana que vem.


A Agência quer que a frota atual seja enxugada e passe de 14 mil para 6.152 ônibus, além de 639 veículos de reserva. Linhas com mais e menos fluxo de pessoas serão oferecidas juntas, em lotes mistos, para garantir que o máximo de regiões seja atendida pelo serviço. Mas as companhias se queixam, afirmando que a proposta levará à desestruturação do sistema atual e à perda de 10 mil postos de trabalho no setor.

“As empresas atuais criaram as estruturas que hoje servem ao transporte rodoviário. Fizemos grandes investimentos nos últimos 70 anos”, lembra José Valmir Casagrande, diretor-comercial da Viação Itapemirim. Outra preocupação das companhias são os ônibus piratas, que lhes fazem concorrência sem pagar impostos ou oferecer segurança aos passageiros. Só a Itapemirim revela perde cerca de R$ 96 milhões ao ano com a ação dos ônibus clandestinos. Enquanto isto, de janeiro a setembro só 1% das obras de transporte que fazem parte do PAC 2 foram concluídas.

“Os números falam por si só”, afirma o senador Clésio Andrade, que também é presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Segundo ele, das 42 licitações iniciadas pelo Departamento Nacional de Transporte (Dnit), 14 foram revogadas e 27 suspensas, restando apenas 1 em andamento. Além disso, com início da temporada das chuvas, a degradação da malha viária vai piorar.

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