Governo de Goiás estuda repasse de R$ 5 milhões a empresas de ônibus

Concessionárias alegam uma queda de 67% na demanda de passageiros, o que reflete no equilíbrio entre receitas e despesas.

Por Diário de Goiás
Imagem JC Barboza

Avançam as negociações entre o governo estadual e as empresas do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. As concessionárias alegam uma queda de 67% na demanda de passageiros, o que reflete no equilíbrio, entre receitas e despesas. As empresas pediram ajuda ao Estado, que analisa a possibilidade de repassar R$ 5 milhões, por meio de antecipação de compra do Passe Livre Estudantil, que será utilizado no pós pandemia do coronavírus.

Nova reunião sobre o assunto, envolvendo a participação do governador Ronaldo Caiado, deve ocorrer até a próxima quinta-feira (14). Além da antecipação das aquisições de passagens do programa Passe Livre Estudantil, as concessionárias tentam construir um acordo mais amplo com a administração estadual.

“Ele próprio se propõe a antecipar uma compra que imagino que seja de Passe Livre Estudantil que será usado mais à frente, dando um gesto que entende a importância do transporte, especialmente para este momento, entende que é correto um apoio financeiro ao transporte e que o estado participará da ação. Isso está sendo feito a título de antecipação”, disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte (SET), Adriano Pinheiro.

De acordo com o presidente do SET, os R$ 5 milhões equivalem a 12% das receitas mensais do sistema. Ele avalia que o valor é significativo, mas que ainda não resolve o problema. As empresas ainda não foram comunicadas oficialmente da proposta.

“12% da receita de um mês do sistema, é um valor significativo, mas que não representa a solução do problema, o que a gente busca com o acordo é ter uma solução que vai abarcar o que há houve de desencaixe entre receita e despesa, mas que fundamentalmente represente estabilidade para que possa funcionar bem”, explicou.

Adriano Pinheiro ressalta que para construir um acordo é preciso verificar questões legais, econômicas e operacionais.  Ele destacou que enquanto não ocorre nova discussão com Ronaldo Caiado, as concessionárias procuram dialogar com a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC).

O presidente do SET avalia que a tendência é que um acordo seja construído na justiça, já que ações relativas ao transporte estão em andamento.

“O acordo deve ser levado a justiça, porque existem ações judiciais e firmarmos um acordo e dar a todos a certeza que neste período da crise o transporte não será um problema, mas uma solução, tendo em vista que todos os outros serviços essenciais dependem do bom andamento do transporte”, afirmou.

O representante das concessionárias argumentou que houve uma queda significativa na receita e o descompasso financeiro prejudicou as empresas que tem um limite para suportar. Adriano disse que o limite está próximo. As empresas tem parcelado o salário dos funcionários.

“O que se pretende é um acordo que possa durar na crise. Tivemos a redução brusca de passageiros, consequentemente da receita do sistema e se vai perdurar até o restabelecimento da normalidade. O acordo é para dar tranquilidade a todos, as empresas, o governo e a população”, declarou.

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