O que esperar de 2020?

A mobilidade é o aspecto mais evidenciado no momento em que a forma de se deslocar e o relacionamento humano veem sofrendo alterações muito rápidas

Por Revista Autobus
Imagem Oswaldo Born

A combinação dos números deste novo ano pode representar algo alvissareiro para aquela pessoa com sensibilidade quanto a prever mudanças ou transformações em nosso cotidiano. É uma questão subjetiva, porém, não seria nada mal se isso significasse o início de uma metamorfose em diversos setores tão essenciais na vida das pessoas, como o transporte, por exemplo. Neste caso, a mobilidade é o aspecto mais evidenciado no momento em que a forma de se deslocar e o relacionamento humano veem sofrendo alterações muito rápidas. E neste contexto, os serviços de ônibus urbanos precisam se adequar ao ritmo da evolução.

O espaço urbano já não é mais o mesmo há algum tempo. Muda conforme a evolução, sendo esta com sua velocidade acelerada no tocante a tecnologia e seus impactos em nossas vidas, ao espraiamento das cidades sem os seus devidos planejamentos e à falta de investimentos em redes de transporte público. Há ainda a questão ambiental, onde a poluição oriunda da rede de transporte tem cooperado para os nefastos efeitos à saúde pública. Portanto, nestes últimos anos, pouco ou nada foi feito no sentido de favorecer o desenvolvimento urbano fundamentado na sustentabilidade das áreas social, econômica e dos recursos provindos do meio ambiente. 2019 seguiu a risca e deixou para o novo ano a oportunidade para o ponto de partida objetivando as modificações necessárias se queremos ter uma garantia de futuro.

Neste contexto, o transporte coletivo, aquele feito pelo ônibus, precisa ir ao encontro ao que tanto precisa – sua modernização. Somente por esse aspecto é que poderá ser atrativo, ter desempenho satisfatório, ser rentável e ambientalmente correto. O modal deverá contar com diversos aliados para alcançar sua projeção de futuro, como a infraestrutura, a tecnologia, a otimização operacional, a boa gestão, o comprometimento do poder público e a eficiência ambiental. Em poucas palavras, é necessário ofertar inteligência em sua operação.

Este editorial não cansa de repetir que o modal precisa de uma renovação em seus conceitos. Para isso, acredita que o ano de 2020 será auspicioso, vindo acompanhado da reformulação do modelo operacional e da inclusão das tecnologias necessárias (de tração, comunicação e priorização) para poder evoluir e assim fazer parte do desenvolvimento urbano sustentável.

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