Zero carro zero

2019 termina com saldo de zero ônibus zero quilômetro na frota de João Pessoa

Por Ônibus Paraibanos
Imagens JC Barboza / Luan Oliveira

Pela primeira vez em tempos – e isso não se sabe ao certo – nenhuma empresa de ônibus da Grande João Pessoa adquiriu ônibus zero este ano. As renovações se resumiram a carros usados e seminovos, em quatro das cinco empresas de ônibus da capital paraibana.

O Consórcio Navegantes foi o que mais movimentou a frota, mesmo com uma empresa a menos. E foi exatamente por causa dessa empresa a menos que a movimentação foi grande na Marcos da Silva: a empresa fez a maior compra da sua história. Foram quase 30 unidades incluídas na frota apenas esse ano. Em outros tempos, era a frota da empresa inteira.

A São Jorge adquiriu também quase 30 unidades do Torino da Borborema, de Pernambuco. Tudo isso para aposentar a maioria dos Apache Vip e outras unidades de 2009. Aposentar é um modo de falar; a São Jorge remanejou os baixados para o fretamento de obras no interior do Nordeste.

A Santa Maria também adquiriu ônibus seminovos, mas de uma procedência fluminense bem conhecida: a Transportes Santo Antônio, de Duque de Caxias-RJ. 10 unidades foram incorporadas, todas elas Euro V; a empresa tem a maior quantidade de unidades nessa tecnologia, proporcional ao tamanho da frota.

A Unitrans teve sua renovação baseada em remanejamentos, e todos eles na Reunidas. Como a empresa assumiu de vez a operação da linha 511-Tambaú, foi buscar no Consórcio Metropolitano os ônibus para operar a linha. Foram quatro, com menos de um ano e meio de uso. Um quinto ônibus, que era da Transnacional de Campina Grande, se juntou a frota da Reunidas.

Por fim, a Transnacional. A empresa não renova a frota desde setembro de 2018, quando adquiriu os seus até então únicos dois Torino S de sua frota. Com quase dez unidades de 2009 perto de serem baixadas, a transferência da 511 para a Reunidas deve liberar as unidades que rodavam na linha para outras linhas da Transnacional, permitindo a baixa imediata desses ônibus.

Das unidades de 2009 da Transnacional, seis não possuem elevador. A simples baixa das unidades fará da maior empresa de João Pessoa a terceira das cinco empresas a bater os 100% de ônibus com elevador para cadeirantes, mesmo sem ter comprado nenhum ônibus em 2019.

O que se espera é que 2020 seja diferente, porque do jeito que está, não pode ficar. E a única maneira das empresas reconquistarem o passageiro – e a credibilidade – é saindo da letargia.

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