Justiça atende banco da Marcopolo e tira ônibus das ruas

Banco Moneo, do Grupo Marcopolo, de Caxias do Sul, obteve da Justiça liminar para reter em garagem 19 ônibus de empresa de transporte urbano de Uberlândia por atrasos na liquidação do financiamento

Por Além do Fato
Imagem Everton Nascimento

A Justiça de Urberlândia atendeu ao pedido de liminar do Banco Moneo, do Grupo Marcopolo, para reter na garagem 19 ônibus da Transporte Urbano São Miguel Ltda. Motivo: atrasos nos pagamentos dos financiamentos dos coletivos. Decisão do juiz Luís Eusébio Camuci, da 5ª Vara Cível de Uberlândia foi expedida dia 17, contudo, a retenção só foi executada ontem (19/09).

A São Miguel tem cinco dias de prazo para realizar os pagamentos (“afim de que o bem lhe seja restituído livre de ônus”) e 15 para oferecer defesa. Por meio de nota, a empresa se disse surpresa, pois, estaria com negociações em curso com o banco. Portanto, ingressou com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para cassar a liminar.

A retenção dos veículos da São Miguel com instrução para que o oficial de justiça procedesse “busca e apreensão”. A empresa queria “segredo de justiça” na ação do Moneo. Mas isso foi negado pelo juiz . A Prefeitura Municipal de Uberlândia assegurou que o transporte de passageiros não foi prejudicado.

O Moneo foi criado em maio de 2005, em Caxias do Sul (RS), onde está a sede da Marcopolo, maior montador de ônibus da América do Sul. Na mensagem institucional, o banco diz que a sua meta de atuar para “facilitar e alavancar as vendas dos ônibus da marca”. “O objetivo é usar os recursos disponíveis para atender de maneira inteligente os clientes das marcas Marcopolo, Neobus e Volare”.

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