Em João Pessoa estudante paga R$ 1,90. Em Campina Grande R$ 1,80. E trabalhador R$ 59,88/mês

Por Jamacyr Mendes – Membro do CMMU/JP
Imagens JC Barboza

É interessante – e estranho – esse fato de que normalmente só existem contestações aos reajustes de preços quando se referem ao transporte coletivo. Tudo vai aumentando seus preços e isto se sente no dia a dia, especialmente nos supermercados e nas feiras livres. Porém, uma vez no ano, quando ocorre o reajuste da tarifa dos ônibus (repito: geralmente uma só vez no ano), aí saem as reclamações de vários segmentos, até dos que não usam o ônibus (inclusive de alguns formadores de opinião), para dizerem “esse reajuste é um absurdo!”, parecendo que ao longo de 12 meses não houve aumento nos preços dos combustíveis, nem dos pneus, nem houve aumento nos salários dos motoristas e cobradores etc. Aliás, comungando com este meu pensamento, um amigo, que trabalha em uma emissora de rádio, disse-me que “é realmente interessante isto, Jamacyr, porque no colégio de minha filha a mensalidade saiu de R$ 470,00 para R$ 510,00, 8% de aumento, e não vi ninguém reclamar!”.

Também errado é que, nestas reclamações, vê-se estudante levantando cartaz, como em Campina Grande, dizendo “R$ 3,70 é um assalto”, quando ele, o estudante, só paga R$ 1,80 e a tarifa preponderante é de R$ 3,60 (a de R$ 3,70 é só para os poucos que não querem usar o cartão eletrônico).

Igual raciocínio é aplicável em João Pessoa, onde o estudante só paga R$ 1,90 porque a tarifa preponderante é de R$ 3,80 (a de R$ 3,95 é só para uns poucos que não querem usar o cartão eletrônico).

Há ainda as reclamações ou informações incorretas sobre a tarifa paga pelos trabalhadores de salário mínimo. Até já saiu reportagem na TV perguntando como um trabalhador de carteira assinada e salário mínimo de R$ 998,00 vai comprometer R$ 167,20 por 44 passagens de ônibus no mês?! É informação errada! O trabalhador de carteira assinada e que só ganha o salário mínimo, ele tem direito ao vale-transporte fornecido pelo empregador (inclusive empregador doméstico), que só pode descontar desse salário de seu empregado o percentual de 6%, ou seja, R$ 59,88 pelas 44 passagens do mês, o que dá R$ 1,36 por passagem.

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E o mais interessante que vi agora, na TV, em relação à nova tarifa de Campina Grande, foi uma pessoa, mesmo dizendo que tem Passe Livre em função da idade, reclamar que a passagem de R$ 3,60 é um absurdo. Se eu estivesse perto dela teria dito: a sua passagem o governo não paga não, por isso a passagem dos outros fica maior!

 

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