A polêmica sobre o aumento

Por Ônibus Paraibanos – Fábio Gonçalves
Imagens Fábio Gonçalves

Sabemos que todos os anos, os aumentos na área de transportes são mais que necessários, o grande problema fica muitas vezes na seguinte questão. Onde está a planilha de custos? Onde foi investido o valor referente em cima do reajuste anterior?

Vamos por partes: As planilhas de custos são peças realizadas pelos departamentos financeiros de cada empresa ou pelo proprietário, dependendo do tamanho da mesma. Mais ainda assim, não é a planilha empresarial que define o valor tarifário, já que as mesmas operam uma concessão pública, da qual se tem um período e regras a serem cumpridas, muitas vezes não aceitas pelos usuários, sendo que muitas vezes esses descumprimentos o poder concedente e fiscalizador tem a real culpa do fato, não inocentando todas as empresas.

Já o valor investido em relação ao aumento anterior, muitas vezes se perde na evasão de receita, gerada pela péssima condição das vias, perda de tempo nos congestionamentos devido a má gestão da mobilidade urbana, que não prioriza as faixas exclusivas para os ônibus, prejudicando assim sua fluidez frente ao Transporte individual.

Dois pontos pondero aqui. Os órgãos fiscalizadores e trago como exemplo a Semob-JP, não apresentou por exemplo as planilhas referentes ao aumento concedido, não que seja um caso somente daqui, podemos citar por exemplo Campina Grande, mais lá ainda colocamos o problema da evasão dos usuários devido a alguns transportes “alternativos” serem regulamentados e outros o fazerem clandestinamente sem a devida fiscalização e combate do órgão gestor da área de transportes. Vimos que a proposta inicial de ficar apenas com a integração temporal sem o reajuste foi um verdadeiro desastre.

Quanto ao valor a ser investido com base no reajuste, englobo também a questão das linhas das regiões metropolitanas de João Pessoa e Campina Grande, das quais tem muitas reclamações com seus aumentos que giram além dos 7% anunciados, chegando em alguns casos na casa de 18%. Que situações como na Manhã dessa segunda-feira (28/01) possam ser resolvidas de forma pontual, pois não se pode aceitar pagar uma tarifa que sofreu seu reajuste devido e os velhos problemas de falta de manutenção preventiva e corretiva permaneçam na frota operante sem que se tome as providências cabíveis.

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