Nas férias, aumenta o número de ônibus clandestinos nas estradas

Por G1
Imagens JC Barboza

Nas estradas brasileiras, a preocupação nesta época de férias é com o aumento de veículos irregulares. Muitos passageiros recorrem ao transporte clandestino, mesmo correndo riscos

Um ônibus que ia do Maranhão para São Paulo foi flagrado na manhã deste sanado (19) no norte de Goiás. Era clandestino e estava com o para-brisas trincado. Ele foi apreendido e os 40 passageiros deixados na rodoviária.

Outro foi apreendido no sul de Goiás. Não tinha a mínima condição de rodar. Os 50 passageiros tiveram que ajudar a abastecer e consertar o ônibus durante a viagem. O motor acabou fundindo. Foram três dias à espera de uma solução à beira da estrada.

“Agora não tem mais dinheiro para comprar comida e ainda estamos no meio do caminho”, reclamou uma passageira.

A viagem que deveria durar dois dias e meio só terminou depois de uma semana. A guia do grupo teve que ir para a delegacia prestar depoimento

Um motorista levava 32 pessoas do Tocantins para São Paulo, mas não tem curso para isso. Vai responder por exercício ilegal da profissão.

Nas férias o número de ônibus nas estradas aumenta 50%. Muitos cruzam o país sem ter sequer equipamentos básicos de segurança ou mesmo autorização para transportar pessoas. Só numa rodovia, em oito horas de fiscalização a polícia encontrou irregularidades em 70% dos veículos parados.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o dono do ônibus clandestino paga multa e tem que garantir a conclusão da viagem de forma regular, o que inclui passagem, alimentação e hospedagem se for necessário.

Na manhã deste sábado, passageiros tiveram que trocar de ônibus na BR-153; o ônibus em que eles estavam não tinha nenhum cinto de segurança funcionando.

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“Precisa ter a garantia, a certeza de que você vai chegar ao seu destino final. Por isso devem procurar motoristas capacitados e legalizados para fazer essa viagem e principalmente ônibus inspecionados, o que vai garantir a segurança dos passageiros”, explicou Newton Morais, chefe de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal em Goiás.

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