Estudo do IBGE revela que nenhum município da Paraíba atinge meta de coletivos adaptados

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AcessibilidadeÔnibus UrbanosParaíba

Por PB Agora
Imagens Paulo Rafael Viana / Kristofer Oliveira

Entrega Abril 2012 (17)

Todos os veículos de transporte coletivo rodoviário e a infraestrutura dos serviços deveriam estar totalmente acessíveis a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O prazo máximo era de 120 meses a partir da publicação do decreto e terminou em 2014. Porém, na Paraíba, nenhum dos 14 municípios que realizam o transporte intramunicipal e responderam à pesquisa “Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic) 2017” conseguiu atingir a meta de 100% de coletivos adaptados.

De acordo com o estudo publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só dez cidades com transporte intramunicipal têm a frota parcialmente adaptada e outros quatro não têm qualquer adequação.

Em relação ao tipo de adaptação para o embarque e desembarque adotada pelos municípios paraibanos, nenhum tem piso baixo, dois têm veículos com piso alto com acesso realizado por plataforma de embarque/desembarque, sete municípios possuem frota com piso alto equipado com plataforma elevatória veicular e um município informou que não sabe o tipo de frota que possui.

A pesquisa não informa quais são as cidades. Enquanto os municípios estão longe de oferecer uma frota de coletivos 100% acessíveis para as pessoas com deficiência, os usuários sofrem com o direito à mobilidade reduzido.

O atleta Gilvan Andrade vive diariamente essa dificuldade. “Todos os dias espero pelo menos duas horas para pegar o ônibus, quando não vem cheio, o elevador não funciona. Aí o jeito é esperar”, contou o cadeirante, quando tentava pegar um ônibus no Centro de João Pessoa.

Parte da frota. Por meio da assessoria de comunicação, o diretor institucional do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivos Urbanos de João Pessoa (Sintur-JP), Isaac Junior Moreira, informou que “os veículos que não atendem o requisito (adaptações para pessoas com deficiência) fazem parte de uma pequena parte da frota que está em processo de renovação”.

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Já sobre a manutenção dos coletivos, ele alegou que os ônibus passam pelo serviço constantemente e que quando algum problema é identificado os veículos saem de circulação para correção.

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