Donos da Itapemirim dizem que decisão de juiz é “um grande absurdo”

De Gazeta Online
Imagens Gilberto Costa Júnior / Alex de Souza

9021 ITAPEMIRIM

Os atuais donos da Itapemirim, Camila Valdivia e Sidnei Piva, informaram, por meio de nota, que a decisão tomada pelo juiz Leonardo Mannarino Teixeira Lopes, de afastá-los da gestão da empresa, é “um grande absurdo”.

“Um grande absurdo foi o que ocorreu! Esperamos que as autoridades do Espírito Santo, que foram induzidas a erro, consigam enxergar o grande engano dessa decisão”, afirmam os sócios. Eles dizem que a empresa entrou em recuperação judicial por causa da má gestão da família Cola, fundadora do grupo.

Os atuais sócios da Itapemirim, Camila Valdivia e Sidnei Piva, afirmam que entraram na Justiça contra a família, cobrando um montante de R$ 300 milhões “que desviaram da empresa”, segundo eles.

Eles pontuam que até esta quarta-feira (20) não tiveram acesso e nem tomaram ciência da totalidade da decisão. Mas destacam que vão buscar as autoridades para reverter a decisão que, segundo eles, “de maneira muito estranha saiu no período da tarde, um dia antes do recesso do Judiciário, e mais: sem ao menos dar o direito de defesa a essas pessoas que vêm reerguendo a empresa”.

Os donos da companhia dizem ainda que, quando assumiram a empresa, a encontraram abandonada, e que a família Cola cometeu fraudes à frente da companhia, que são objeto de investigação. Os sócios se referem à investigação do Grupo de Apuração Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual, e da Delegacia Fazendária, sobre supostos crimes cometidos por membros da família Cola, quando estavam à frente da gestão da empresa.

Os sócios da Itapemirim ressaltam ainda que não vão se calar. “Estamos cansados. A empresa foi vendida pela família, os antigos donos da Viação Itapemirim foram até São Paulo atrás de Sidnei e Camila para vender a empresa, e venderam”, observam.

Em novembro, o juiz Paulino José Lourenço, titular da 13ª Vara Cível Empresarial de Recuperação Judicial e Falência de Vitória decidiu sair do julgamento do processo. Ele estava no caso desde o deferimento da recuperação judicial, em março de 2016. A decisão aconteceu após uma reclamação disciplinar contra ele, formulada pelo fundador e ex-sócio do grupo, Camilo Cola, ter sido protocolada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Com dívidas trabalhistas e com fornecedores de R$ 336,49 milhões, além de um passivo tributário de R$ 1 bilhão, o Grupo Itapemirim entrou em recuperação judicial em março de 2016. Cerca de 7 meses depois, a família informou que vendeu as empresas recuperandas para um grupo empresarial de São Paulo.

Em abril deste ano, o patriarca da família, Camilo Cola, junto com o filho Camilo Cola Filho, afirmaram ter sofrido um “golpe”, alegando que os empresários que compraram a empresa não honraram com o acordo. A família tenta, desde então, anular o negócio. Os sócios da Itapemirim, Camila Valdivia e Sidnei Piva de Jesus, refutaram as acusações e afirmaram que tudo foi feito dentro da lei.

Até hoje, a assembleia de credores do caso não foi marcada. Em dezembro do ano passado, os prazos foram reabertos pois o juiz entendeu que a criação da Viação Kaissara seria uma forma de desviar patrimônio da Itapemirim, incluindo-a na recuperação judicial.

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