Recadastramento biométrico de deficientes é suspenso em João Pessoa

De PB Agora
Imagem Gilberto da Costa Júnior

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Segundo explicações da presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (Funad), Simone Jordão o recadastramento biométrico de pessoas com deficiência para continuar tendo gratuidade no sistema de transporte público de João Pessoa está suspenso temporariamente porque os motoristas não estão devidamente orientados para atender os deficientes.

Segundo Simone Jordão, a biometria vinha sendo feita normalmente, mas depois que o órgão começou a receber inúmeras queixas dos usuários, decidiu suspender o recadastramento até que os motoristas sejam qualificados pelo Sintur e se conscientizem que as pessoas com deficiência têm o direito de escolher em que porta deve entrar no ônibus.

Ainda segundo Simone Jordão, o que foi compactuado com o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de João Pessoa (Sintur-JP), foi que quem for cadeirante, ou tenha mobilidade reduzida ou utilize muletas, não iria precisar entrar pela porta da frente, mas talvez por falta de orientação, alguns motoristas começaram a barrar os deficientes que optassem por entrar pela porta do meio. De cerca de 12.500 deficientes existentes na capital, pouco mais de cinco mil já haviam realizado o recadastramento biométrico antes da suspensão.

As pessoas com deficiência visual também reclamam muito a questão da mudança de serem obrigados a entrar pela porta da frente e descer pela porta de trás, porque elas passaram a se sentir desprotegidas ao descer dos ônibus uma vez que perderam o contato com o motorista. Na verdade elas se sentiram penalizadas com esse sistema e também com medo do ônibus dar uma partida no momento em que estejam descendo. Outra reclamação das pessoas com deficiência visual foi ter que passar na catraca utilizando a biometria.

Mas o que ficou compactuado com o Sintur-JP, foi que os motoristas teriam que está devidamente bem informados sobre o acesso de deficientes visuais, cadeirantes, pessoas com sequelas no membro inferior, ou usuários de muletas.

O Sintur garantiu que isso não teria nenhum problema e que todas essas questões seriam socializadas. Em audiência ocorrida no Ministério Público, o Sintur também se comprometeu que não haveria limite de passagem.

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