Reunidas incorpora 14 ônibus Marcopolo Paradiso 1600 G7

De Mobilidade em Foco 
Por Carlos Alberto Ribeiro
Imagem Leonildo Martins Silva

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Ao incorporar 14 ônibus semi novos com carroceria fabricada pela Marcopolo, modelo Paradiso Low Driver (LD) G7, a empresa Reunidas, com sede administrativa na cidade de Caçador (SC) demonstra cabalmente fôlego para vencer a crise econômica que afetou suas finanças e capacidade de vir a se tornar competitiva nas linhas de maior demanda, sem contar o ganho na imagem institucional. Informações veiculadas por busólogos dão conta que os novos coletivos vieram da empresa mineira GS Turismo, de Betim (MG). Os ônibus receberam nova pintura de identificação de frota, diferente do padrão adotado a partir de 2015 pela Reunidas, ainda moderna, chamativa, de bom tom e que repercutiu bem no mercado. O novo padrão, caracterizado pela cor amarela, se assemelha muito com a pintura de alguns ônibus da empresa Viação Garcia, do Paraná. Entre eles cito o Comil Campione HD de prefixo 7879 e o Marcopolo Paradiso 1800 DD G7 de prefixo 7117.

Fotografados na garagem de Florianópolis, alguns já com prefixo definido, a nova pintura, segundo o que apurei entre os fãs da empresa, não é definitiva e será utilizada apenas durante a temporada de verão 2017/2018. Não deixa de ser uma forma de diferenciar os novos ônibus nas rodoviárias e estradas. Uma prática rotineira entre muitas empresas, exemplos: Gadotti, Princesa dos Campos, Garcia e a Util. A mecânica dos ônibus adquiridos, grupo moto propulsor é Scania K400IB 6 x 2. Embora na frota da GS Turismo exista também MP Paradiso LD 1600 G7 com chassi Mercedes-Benz O-500 RSD. Então ocorre que pode ter vindo para a Reunidas ônibus com os dois tipos de chassis. A cor adotada pela Reunidas para os novos veículos é a mesma cor amarela utilizada pela GS Turismo. A semelhança é grande e cito o ônibus Marcopolo Paradiso LD 1600 de prefixo 4210 da GS. Será que os ônibus foram alugados para a temporada de verão e serão posteriormente devolvidos ou trata-se mesmo de aquisição? Fica a dúvida no ar, já que a cor de identificação de frota não mudou.

Deixando de lado as conjecturas, as suposições e tratando de assuntos concretos, o que fica claro é que o Grupo Reunidas, que atua nos setores de Turismo, transporte rodoviário de passageiros em linhas regulares intermunicipais, interestaduais e internacional, além de operar concessões de transporte coletivo em linhas urbanas, já saiu ou está a um passo de sair da recuperação judicial. A dívida acumulada pelas empresas Reunidas Transportes Coletivos, Reunidas Transportadora Rodoviária de Cargas e Real Transporte e Turismo em 10 de maio de 2016, segundo o deferimento publicado no Diário da Justiça Eletrônica de Santa Catarina, chegava a R$ 79,4 milhões, cujo passivo passou por determinação judicial a ser administrado pelo escritório da Moore Stephens Metri Auditores, de Joinville. Era um passivo considerável para quem deixou de operar dezenas de linhas rodoviárias regulares e as repassou para as empresas Planalto e Ouro e Prata. O faturamento, que já vinha caindo, caiu mais ainda com a diminuição das receitas, fator que contribuiu para o déficit no orçamento.

A Reunidas se viu diante de um cenário onde o pedido de recuperação judicial era o melhor caminho a ser tomado, mesmo sabendo dos riscos da decisão. Não são poucas as empresas que pedem a famosa concordata e dela não saem mais, culminando na decretação da falência pela Justiça. Exemplos não faltam, o da Busscar, de Joinville, foi um dos mais famosos dos últimos tempos no mundo dos ônibus. A Guerra Implementos Rodoviários (segunda maior fabricante de implementos do Brasil) é o mais recente caso, com decretação de falência pelo Poder Judiciário no dia 9 de novembro, semana passada. A Reunidas, se conseguiu sair da concordata e voltou a investir, é porque os credores acreditaram no plano de recuperação apresentado e a empresa, por sua vez, cumpriu as etapas de pagamento dos débitos. O sucesso decorreu do plano de ação e da reestruturação administrativa, financeira e operacional, culminando na quitação do passivo acumulado e na gradativa melhoria já vista dos serviços prestados a seus passageiros e clientes, com dezenas de ônibus semi novos incorporados nos últimos dois anos.

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