Virtudes para se melhorar o ônibus urbano

De Revista AutoBus
Imagem Marcopolo

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Quando olhamos pelo retrovisor, 2016 nos lembra que temos pela frente o desafio de recuperarmos a nossa confiança nesse momento tão difícil na economia brasileira, na forma como lutamos para a manutenção de um patamar decente de vida e como podemos contribuir com nosso papel para alcançarmos cidades melhores e modernas. No rastro do ano que passou, 2017 traz consigo uma questão que está presente ano após ano sem ainda alcançarmos resposta expressiva e positiva, que é a de como promover, nos segmentos da mobilidade urbana e do transporte público, a atratividade para se obter o sucesso na forma de deslocamento das pessoas e no desenvolvimento urbano.

Proporcionar virtudes continua sendo uma provocação em sistemas de transporte público já conhecidos pela sociedade e pelos poderes públicos. As características dos sistemas metro-ferroviários urbanos permitem total prioridade à operação, além de promoverem viagens mais rápidas e com comodidade. Com infraestrutura adequada que propiciam o bom desempenho, não vemos nesses sistemas qualquer tipo de interferência que possa comprometer suas operações, a não ser problemas de ordem técnica. Outro aspecto, pouco observado e não tão divulgado, é a subvenção governamental para que haja equilíbrio aos custos operacionais, que não são cobertos apenas pelos valores das passagens.

Recentemente, surgiu no Brasil a modalidade do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) como mais uma opção para se resolver os problemas da mobilidade urbana. Assim como o metrô, o VLT é um sistema que conta com o apelo da modernidade, da evolução do conceito de serviços, com projetos bem elaborados e acabados. Figura-se como o objeto solução de muitos gestores públicos que sonham com a onda da revolução moderna.

Ok, não podemos desmerecer os méritos dos sistemas de trilhos. São fundamentais para a vida das grandes cidades, responsáveis por atender as altas demandas de passageiros com viagens mais rápidas. Também se destacam por terem vida útil maior. Entretanto, seus custos, tanto na implantação, como no lado operacional são altos, e exigem maior tempo de construção.

E os ônibus, onde podem se enquadrar no cenário do transporte público urbano? Aí está uma pergunta das mais importantes, com resposta de várias vertentes. É preciso uma análise sobre esse setor para se conquistar soluções sustentáveis que permitam sua revolução.

Primeiro que o modal significa uma ótima oportunidade para se qualificar o transporte coletivo. Como? Basta ajustarmos a tão falada “metronização” ao veículo, com uma visão diferenciada em sua questão operacional, proporcionando-lhe as mesmas características e atenções que os sistemas férreos recebem.

É necessário o entendimento, digo sociedade e poder público, que o modal ônibus tem condições de suprir as carências do transporte público. Este espaço destaca constantemente que o veículo precisa evoluir se quiser contribuir com o desenvolvimento urbano. A renovação de sua imagem é essencial para aquelas cidades que buscam um melhor caráter aos seus sistemas de mobilidade, mas que não contam com altos recursos financeiros para viabilizar uma linha de metrô.

Sistemas bem estruturados e planejados de ônibus podem atingir índices satisfatórios de operação com menores custos, desde que atendam alguns requisitos básicos, como a implantação de vias exclusivas e feitas por materiais adequados ao uso, como concreto, por exemplo; prioridade em interseções; pagamento antecipado das tarifas em estações fechadas; uso de veículos maiores e com portas mais largas; layout veicular interno atrativo; gestão eficiente; comunicação; subsídio (por que não?); dentre outros.

Por que não determinar aos ônibus os mesmos méritos que os sistemas de metrôs e VLT´s possuem? Os modais sobre trilhos são sempre valorizados por suas imagens de vanguarda e o ônibus continua sem ter um devido reconhecimento com seu cunho de sustentabilidade ambiental por meio de sua versatilidade em propulsão e pela flexibilização operacional. É preciso repensar isso e 2017 será mais uma oportunidade. Mãos a obra.

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