Bilhetagem eletrônica colocará tecnologia à prova durante 2017

De DCI – Diário Comércio & Indústria
Imagens Divulgação

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Após um ano marcado pela adoção de novas tecnologias, as empresas do ramo de bilhetagem eletrônica esperam colher frutos. Em 2017 a venda de bilhetes com QR code, via aplicativos e até mesmo o cartão bancário substituindo o tradicional bilhete de transportes são algumas apostas que serão postas à prova.
Unir as duas funcionalidades em um só plástico é algo que a integradora Autopass já está trazendo para a realidade. A partir de uma parceria com a MasterCard, dez ônibus intermunicipais da concessionária Metra (que interligam Diadema, na região metropolitana ao bairro paulistano do Brooklin) foram equipados com novos validadores que aceitam o pagamento da passagem via a aproximação do cartão de crédito ou débito. A transação é realizada com ajuda da tecnologia Near Field Communication (NFC), já disponível na maior parte dos novos cartões emitidos por instituições financeiras
A intenção, explica o CEO da Autopass, Rubens Gil Filho, é conquistar a parcela da população que até hoje não aderiu aos cartões de transporte tradicionais. “No Brasil, 30% das pessoas que usam transporte público ainda pagam com dinheiro. É um perfil de usuário que não é atraída pela integração tarifária [de diferentes modais]”, afirmou o executivo.

bilhetagem
Como o projeto piloto abarca apenas veículos da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), a integração com outros modais ainda está em negociação, tal qual a replicação ao lado de novos parceiros. “Estamos na fase final de análise com a EMTU e existem negociações em curso em diversas cidades do País”, conta Filho.
Em São Paulo, a Autopass é gestora há dez anos do cartão BOM, integrado em mais de 6 mil ônibus da Região Metropolitana de São Paulo e aceito também nas catracas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A operação demanda o processamento de 3,3 milhões transações diárias, entre pagamentos de passagem e recargas. Gil Filho considera o case uma grande vitrine, dado o tamanho da operação. “A complexidade das tarifas, a quantidade de modais e o volume de pessoas tornam o sistema brasileiro o mais complexo das Américas. Existe bilhetagem implantada em países [do continente] como Chile, Colômbia ou Argentina, mas em nível abaixo do que existe aqui”, argumenta Gil Filho, que vê bastante potencial de expansão na região.

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