Ônibus Paraibanos

Caos no trânsito Transportes públicos e particulares são prejudicados por negligência da fiscalização, afirma diretor do COMTRANSLEGAL

De Comtranslegal
Imagem JC Barboza

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Que o transporte público de Campina Grande vem sofrendo uma redução significativa de passageiros pagantes, ano após ano, isso não é mais novidade. Entretanto, em 2016, a queda na demanda tem sido maior do que em períodos anteriores. O agravamento poderia ser justificado pela crise econômica que eliminou milhares de postos de emprego no município. No entanto, antes mesmo da crise, o transporte público já vinha perdendo clientes, o que indica que os problemas são mais complexos.

A crise poderia ser menos sentida se houvesse medidas de estímulo ao transporte público, a exemplo do combate ao transporte ilegal de passageiros e se o uso do espaço urbano fosse mais justo e democrático. No modelo atual, o automóvel ocupa a maior parte da via, congestionando o trânsito e, em algumas ocasiões, impedindo o direito de ir e vir dos cidadãos.

Em Campina Grande observa-se o crescimento da cidade e do trânsito também. E como não há planejamento no trânsito, o primeiro afetado é o transporte público, notadamente o ônibus, que cruza a cidade bairro a bairro, enfrentando os maiores congestionamentos. Para Anchieta Bernardino, diretor do Comitê em Defesa do Transporte Legal de Passageiros (COMTRANSLEGAL), “sem estrutura e fiscalização, o trânsito de nossa cidade está um caos”.

– Com o trânsito nestas condições de caos, os transtornos são aparentes. O passageiro do transporte público não consegue chegar no horário desejado; automóveis estacionados em locais proibidos e invadindo paradas de ônibus virou cena comum; paradas de veículos em fila dupla, faixa seletiva para ônibus invadida por automóveis, sem esquecer a falta de respeito e cidadania de alguns condutores – principalmente parte dos motoqueiros, que contribuem para as mazelas do trânsito e dos acidentes, adiciona Anchieta Bernardino.

O dirigente do COMTRANSLEGAL disse que não basta fazer a crítica e que se coloca à disposição. Ele defende que o Conselho Municipal de Trânsito seja a instância para debater as questões inerentes e que causam prejuízos à cidade, inclusive, à saúde da população. Segundo Anchieta Bernardino, é importante a participação da sociedade civil, dos parlamentares e de outros segmentos para encontrar uma solução para o caos que está tomando conta do trânsito em Campina Grande.

MOTOS TOMARAM CONTA DO TRÂNSITO

Com a proliferação do transporte ilegal de passageiros na cidade, as motocicletas tomaram conta das vias de trafego em Campina Grande, onde diariamente cometem uma série de infrações ao Código Brasileiro de Trânsito. A cena mais comum é a ultrapassagem pela direita, além do zig-zag entre os corredores de automóveis. De acordo com as estatísticas, as motociclistas são

responsáveis pela maior parte dos acidentes de trânsito com vitima. São mais de 840 acidentes/mês, segundo o DETRAN Paraíba.

As estatísticas do Hospital de Trauma de Campina Grande também são alarmantes. Os números divulgados nas redes sociais pela direção da casa hospitalar chamam a atenção pela expressividade. No quadro a seguir é possível verificar o alarmante crescimento de acidentes envolvendo motocicletas em nossa cidade. Já são cerca de 8,5 mil vítimas este ano.

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