Novo TI Joana Bezerra resgata a dignidade, também, do metrô do Recife

Fonte: JC online
Fotos: Bobby Fabisak

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É extremamente emblemática a notícia divulgada pela CBTU em Pernambuco de que a arrecadação tarifária da Estação Joana Bezerra, na área central do Recife, deu um pipoco de 670% porque, enfim, os passageiros voltaram a comprar passagem para entrar no sistema como há pelo menos dez anos não faziam. É uma notícia maravilhosa sob vários aspectos. Em primeiro lugar, é justo para com o metrô do Recife – que pelos números revelados transportava de graça mais de 3 mil passageiros/dia somente a partir daquela estação, mesmo enfrentando um déficit operacional absurdo e histórico. Em segundo lugar, significa o resgate da decência para o sistema metroviário e também do rodoviário, já que a evasão de receita também acontecia no ônibus. Quem conheceu o antigo Terminal Integrado Joana Bezerra vai entender o que estou dizendo.

Aliás, nem podemos chamar aquilo de terminal. Na verdade, eram um corredor de paradas de concreto degradantes, instaladas num ambiente ainda mais degradante, que nem de graça deveria ser ofecerido à população. Ainda mais exigir que ela pagasse R$ 1,60 ou R$ 2,80 por “aquilo”. Mas graças a Deus (e a muita paciência do cidadão porque são mais de dez anos de espera por um novo espaço) tudo faz parte do passado. E torcemos para que permaneça assim – vale ressaltar que os gestores do Grande Recife Consórcio de Transportes (GRCT) prometeram que não vão deixar o novo TI se transformar no que virou o antigo.

Com a volta da dignidade em forma de terminal integrado, só entra quem paga. Não tem jeito. Com isso, as bilheterias do metrô, que arrecadavam em média R$ 680 por dia, tiveram, somente na segunda-feira (6/6), receita total de R$ 5,2 mil – acréscimo de 670%. Mesmo tendo a tarifa mais barata do Brasil – R$ 1,60, os passageiros sabiam da fragilidade do terminal improvisado e se aproveitavam da situação.

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Segundo a CBTU, desde a inauguração do novo TI, no domingo (5/6), que a arrecadação foi ampliada porque a empresa passou a ter um maior controle da entrada dos passageiros. Antes, a evasão de receita era descarada. Não havia qualquer regra. As pessoas entravam sem constrangimento pelos portões do terminal, diante dos olhos dos poucos funcionários que ficavam no local. E quem tentasse impedir ficava marcado e era ameaçado pelos malandros da Ilha Joana Bezerra, que mandavam na área.

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