O acesso para a Penha já foi barro puro

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Matéria/Texto: Josivandro Avelar
Fotos: Acervo histórico Paraíba Bus Team

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Em 14 de julho de 1985, o jornal A União mostrou a situação dos moradores da Penha, que chegavam a ficar sem ônibus quando chovia demais na cidade. Isso porque a Estrada da Penha não existia na época e o acesso era barro puro, lama no inverno, poeira no verão, fazendo com que os ônibus da Penha que vinham do Rangel e da Epitácio – na época cada linha tinha um carro – encarassem um verdadeiro rali para chegar até a comunidade.

Segundo o jornal, “os moradores daquela praia de tradição secular estão praticamente isolados do resto da cidade e por sua vez os visitantes estão impedidos de chegarem à mesma”. Relatou sobre as providências tomadas pelos moradores para que os transtornos sejam minimizados. Há relatos, colhidos por este editor, que havia casos que os ônibus levavam um dia ou uma noite inteira para chegarem até a Penha. Em fevereiro de 1985, segundo o jornal, o então prefeito Oswaldo Trigueiro do Valle prometeu construir  a estrada de acesso para a praia, nos quais os próprios moradores se ofereceram para colaborar.

À época, os moradores da Penha também reclamaram também a respeito da falta d’água em 60 casas da Vila de Pescadores.

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O acesso para a Penha só foi pavimentado no início dos anos 1990, sendo parte da Hilton Souto Maior, que inicia-se no Viaduto do Cristo. Hoje, em suas margens, lojas, fórum, call center e até um shopping foram construídos na estrada, mudando o perfil do local.

Quanto ao próprio bairro, atualmente rodam as linhas 207, 2307, 3207 e 508. As linhas 2307 e 3207 chegaram a ser retiradas pela Semob, sendo restabelecidas após protestos da comunidade.

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