Polícia quer localizar motociclista que viu acidente entre trem e ônibus na PB

Fonte: G1 Paraíba
Fotos: Walter Paparazzo

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Uma semana depois do acidente entre um trem e um ônibus na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa, a Polícia Civil ainda quer ouvir uma das testemunhas-chaves da colisão. De acordo com o delegado Antônio Farias, que investiga o caso, até esta segunda-feira (7), o motociclista que estaria na frente do ônibus no momento da colisão ainda não prestou depoimento.

“Até o momento, nós já ouvimos o motorista e o cobrador do ônibus, além dos dois maquinistas e dos motoristas dos carros que estavam na via no momento da colisão. Estamos esperando localizar o motociclista, uma vez que o depoimento dele é fundamental para que possamos montar o cenário de como aconteceu o acidente”, explicou o delegado.

Ainda segundo Antônio Farias, a Polícia Civil não tem como precisar nenhum resultado parcial das investigações antes da conclusão das perícias. “Depois de ouvir as pessoas, a investigação só pode continuar com o resultado das perícias, que deve ser divulgado nos próximos 20 dias”, informou o delegado. A assessoria de imprensa da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que nenhuma informação sobre a perícia do órgão será divulgada antes da conclusão.

A colisão aconteceu na passagem de nível de Várzea Nova, distrito de Santa Rita, no final da tarde do dia 29 de fevereiro. As imagens de uma câmera de segurança instalada um estabelecimento comercial gravaram o acidente. No vídeo é possível ver desde o momento em que o ônibus para sobre os trilhos e quando é atingido pelo trem.

Em entrevista à TV Cabo Branco, o gerente operacional da empresa proprietária do ônibus que se envolveu na colisão, Luiz Carlos André, lamentou o acidente e disse que a empresa vai colaborar com as investigações da polícia para esclarecer o caso.

Com o impacto da batida, três mulheres que estavam dentro do ônibus foram jogadas para fora do veículo e morreram no local. Outras 11 pessoas ficaram feridas e foram levadas para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa. Das onze, duas não resistiram aos ferimentos e morreram na unidade. Ao longo da semana, cinco pessoas tiveram alta hospitalar. No sábado (5), outras duas pessoas que estavam internadas, um homem de 39 anos e uma jovem de 20 anos, tiveram alta. A informação foi divulgada no boletim da unidade hospitalar desta segunda-feira. Duas vítimas permanecem internadas. Um homem de 53 anos está em estado grave, porém estável, e uma mulher de 34 anos está em estado regular.

Depoimentos

O motorista do ônibus e os maquinistas do trem foram ouvidos pela Polícia Civil na tarde do dia depois do acidente. De acordo com o delegado Antonio Farias, o condutor do veículo relatou que teve medo de dar ré para sair da linha férrea e causar outro acidente. “Ele disse que quando olhou para esquerda viu que o trem se aproximava e o trânsito estava obstruído. Buzinou, buzinou, mas não teve jeito”, acrescentou o delegado.

De acordo com Antônio Farias, o motorista relatou que o trânsito estaria obstruído por uma motocicleta e dois veículos e temeu manobrar de macha ré, pois poderia causar outro acidente. Após prestar depoimento, o  motorista foi liberado e segundo o delegado, ele e os maquinistas devem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e vão aguardar o andamento do processo em liberdade.

Velório e enterro das vítimas

Os corpos das primeiras quatro vítimas foram velados e enterrados entre a tarde da terça-feira (1º) e a manhã da quarta-feira (2). A professora Edilane da Silva Macedo Alves, de 49 anos, foi velada em um templo da Igreja Batista, que fica em Várzea Nova. Edilane era casada e tinha dois filhos e dois netos.

O corpo da zeladora Josefa Maria de Lima, de 52 anos, foi velado também na terça -feira, em um Salão do Reino das Testeminhas de Jeová, em Santa Rita. Josefa havia sido demitida da escola em que trabalhava no mesmo dia do acidente.

A doméstica Adriana Castro Alves, de 33 anos, foi velada na casa onde morava com o marido e os dois filhos. Todas as três mulheres foram enterradas no final da tarde, em cemitérios de Santa Rita.

O corpo da atendente de farmácia Cleia Percila do Nascimento Silva, de 39 anos, foi velado na casa da mãe dela, em Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, e o enterro dela aconteceu na manhã da quarta-feira (2), também em Bayeux.

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No sábado, foi enterrado o corpo da quinta vítima do acidente. A adolescente Josivalda Nascimento foi velada na sede da Associação de Moradores de Tambay, em Bayeux e o corpo foi enterrado no Cemitério Senhor da Boa Morte, no mesmo município.

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