Acidente em Santa Rita: Delegado investiga condições precárias; locomotiva não tinha tacógrafo

Fonte: Paraíba.com.br
Fotos: Divulgação

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O delegado Antônio Alves de Farias, que investiga o acidente entre um trem e um coletivo em Santa Rita, concedeu na tarde desta sexta-feira (4), uma entrevista exclusiva ao repórter Washington Luis, do Sistema Arapuan de Comunicação. Ele  deu detalhes do que foi descoberto por meio dos depoimentos prestados até agora.

Farias explicou que o maquinista não soube precisar a velocidade exata que trem desenvolvia no momento do acidente porque a locomotiva não tinha o tacógrafo. Ainda segundo o delegado o maquinista não tinha um treinamento adequado para conduzir à locomotiva.

Em seu depoimento, o motorista do ônibus revelou ao delegado que o tempo era suficiente para ele atravessar a linha com segurança o que não aconteceu porque um motoqueiro que trabalha vendendo gás parou na frente do coletivo para atender ao celular, impedindo, dessa forma, que o veiculo cruzasse a linha por completo.

“Essa mesma informação já me foi repassada por outras testemunhas” , contou Antônio Farias ao destacar que, por várias vezes, o motorista pediu para que o motoqueiro saísse da frente do coletivo para ele passar, mas ele não deu atenção aos apelos.

Ele lamentou ainda o fato de só existir duas cancelas em todo trajeto do trem de Cabedelo a Santa Rita e mesmo assim, segundo ele, não são administradas pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), mas pelas prefeituras de Santa Rita e Cabedelo.

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