Motorista de ônibus que colidiu com trem teve medo de dar ré, diz polícia

Fonte: G1 Paraíba
Foto: Walter Paparazzo
Vídeo: Portal Correio

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O motorista do ônibus coletivo que se envolveu em uma colisão com um trem  de passageiros na última segunda-feira (29) em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi ouvido pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira (1º). De acordo com o delegado Antonio Farias, o condutor do veículo relatou que teve medo de dar ré para sair da linha férrea e causar outro acidente. Os maquinistas também foram ouvidos.

O depoimento do motorista reforça a hipótese de que a passagem do ônibus coletivo estava bloqueada por outros veículos, conforme a polícia já havia mencionado ainda na tarde de ontem. Segundo o delegado o motorista disse que teve medo de bater nos outros veículos e ficou sem destino, a mercê da pancada do trem.  “Ele disse que quando olhou para esquerda viu que o trem se aproximava e o trânsito estava obstruído. Buzinou, buzinou, mas não teve jeito”, acrescentou o delegado.

De acordo com Antônio Farias, o motorista relatou que o trânsito estaria obstruído por uma motocicleta e dois veículos e temeu manobrar de macha ré, pois poderia causar outro acidente.Após prestar depoimento, o  motorista foi liberado e segundo o delegado, ele deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e vai aguardar o andamento do processo em liberdade.

A colisão aconteceu na passagem de nível de Várzea Nova, distrito de Santa Rita, no final da tarde de segunda-feira. As imagens de uma câmera de segurança instalada um estabelecimento comercial gravaram o  acidente. No vídeo é possível ver desde o momento em que o ônibus para sobre os trilhos e quando é atingido pelo trem.

Entre a noite da segunda-feira (29) e a manhã desta terça-feira (1º), pelo menos cinco pessoas, todas parentes das vítimas que morreram no acidente foram ouvidas pela Polícia Civil.

Na manhã desta terça-feira, parentes das vítimas foram fazer o reconhecimento e liberar os corpos na sede da Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol).

Quatro mulheres morreram no acidente, sendo que três no momento da colisão e uma no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, durante a madrugada.

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