Prefeito já autorizou reajuste de tarifa em João Pessoa acatando planilha técnica da Semob e aprovação por unanimidade do conselho municipal

Fonte:
News Comunicação
Fotos: Kristofer Oliveira / Divulgação



Após uma explanação técnica sobre a
planilha dos custos operacionais do sistema de transporte feita pelo
superintendente da Semob, Carlos Batinga, que comprovou a defasagem, desde
julho do ano passado, do atual valor das passagens de ônibus de João Pessoa e a
necessidade de um reajuste imediato, e da decisão pelos membros do Conselho
Municipal de Mobilidade Urbana que, por unanimidade, na manhã desta sexta-feira
(05), aprovaram um reajuste na tarifa de ônibus da capital, o prefeito Luciano
Cartaxo já autorizou o novo preço das passagens. Balizada em dados
técnicos/operacionais, o novo valor da tarifa dos ônibus da capital paraibana
passará, dos atuais R$ 2,70, para R$ 3,00, a partir da zero hora do próximo
domingo (07).

O estudo técnico da Semob avaliou duas
situações. A primeira delas, demonstrou a defasagem no valor da atual passagem
de ônibus da capital, cujo último reajuste foi em julho do ano passado, desde
essa época deveria ter sido aprovada em R$ 2,91. Em outra situação, mesmo com
estimativas otimista de reajuste de óleo diesel, salários, insumos e encargos,
entre outros itens, em 2016, o estudo aponta a necessidade de uma tarifa de R$
3,14. Os membros do Conselho decidiram tirar uma média entre os dois valores
para aprovar o reajuste. O valor foi homologado, sem alteração, pelo prefeito
Luciano Cartaxo, no começo da tarde desta sexta-feira.

Slide que mostrou que a tarifa que deveria estar sendo aplicada, desde julho de 2015, era de R$ 2,91

Em sua explanação, Carlos Batinga
mostrou que o sistema de transporte de João Pessoa, a exemplo de outras
capitais do país, ficou dois anos, entre 2013 e começo de 2015, sem o reajuste
no preço das passagens, com os valores congelados e/ou reduzidos
‘artificialmente’, e que isso gerou um descompasso e desequilíbrio nas empresas
que ficou ainda mais acentuado em razão dos aumentos posteriores terem sido
aprovados abaixo do que deveriam para cobrir os custos operacionais. “Não há
mágica nestes cálculos, nem projeções que não sejam técnicas. Houve aumentos
diversos durante os dois anos que as tarifas não foram devidamente corrigidas e
os reajustes posteriores foram sempre abaixo do que deveriam ter sido, ou seja,
como a tarifa já estava defasada e os aumentos dados não cobriram o
desequilíbrio, isso comprometeu a capacidade de investimentos das empresas e,
consequentemente, a qualidade e a prestação do serviço”, afirmou Batinga.
 
Segundo os cálculos da Semob, a atual
tarifa de João Pessoa que é R$ 2,70, deveria ser de R$ 2,91 desde julho do ano
passado. Ainda de acordo com as planilhas apresentadas pelo órgão gestor, com a
projeção dos custos operacionais do sistema que leva em consideração os gastos
com óleo diesel, pneus, insumos, folha de pessoal, renovação de frota, etc, o
cenário para o cálculo tarifário em 2016 apontava para um valor de R$ 3,14,
valor aproximado a R$ 3,21 que os empresários colocam como sendo uma tarifa que
cobriria os custos operacionais, com margem para os novos investimentos
exigidos pela Prefeitura, que incluem renovação de frota, para este ano, com 50
novos veículos, com custo médio de R$ 300 mil cada ônibus, e mais
disponibilidade de toda a frota equipada com GPS.

Alberto Pereira, do Sintur, mostrou a real situação das empresas de transporte da capital

Durante a reunião, o representante do
Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos de João Pessoa
(Sintur-JP), Alberto Pereira,  também apresentou documentos que detalhavam
as despesas operacionais do segmento empresarial, e argumentos que embasavam a
necessidade de um reajuste maior do que foi aprovado pelo Conselho. Na ocasião,
ele também detalhou as dificuldades das empresas operarem com tarifas defasadas
desde 2011. “Há 30 anos que atuo neste segmento e nunca passamos por uma
situação tão complicada, de tarifas defasadas, acumulo de vários aumentos,
somente nos últimos 50 dias, o óleo diesel, que representa 30% dos custos
operacionais das empresas, acumula um aumento de R$ 0,26 por litro”, destacou
Alberto, argumentando que as empresas, atualmente, estão com dificuldades até
para pagar impostos e a folha de pessoal.
 
Nenhum dos membros do Conselho
questionou os dados apresentados e após o posicionamento de alguns conselheiros
a respeito do assunto em pauta, votaram a proposta de reajuste da tarifa,
aprovando a tarife de R$ 3,00. Além do superintendente da Semob, Carlos
Batinga, que atua como presidente faz parte do Conselho de Mobilidade Urbana, o
Sintur-JP, a Seplan, Seman, Seinfra, Secretaria de Educação e Cultura,
Secretaria Executiva de Orçamento Participativo, Câmara Municipal de João
Pessoa (CMJP), Sindicato dos Motoristas da Paraíba, Sindicato Intermunicipal
dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas, Caminhoneiros,
Escolares e Auxiliares de Condutores (Sindtáxi), DCE/Unipê, DCE/UFPB e União
Pessoense dos Estudantes Secundaristas (UPES).

Slide da projeção da tarifa em 2016, que aponta um valor de R$ 3,14

O diretor institucional do Sintur-JP,
Mário Tourinho, afirmou que apesar do aumento para R$ 3,00, o setor ainda vai
atuar com dificuldades. “Como já estamos operando com uma tarifa defasada,
mesmo com esse aumento, não conseguiremos equilibrar receita e despesa, já que
a projeção de custos da própria Semob aponta para um cenário em 2016 de uma
tarifa de R$ 3,14, enquanto que os nossos cálculos ficaram em R$ 3,21”,
finalizou Mário.

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