Ônibus Paraibanos

Modernização da frota como forma de reduzir as emissões poluentes nas cidades

Fonte:
Revista AutoBus
Fotos:
Thiago Souza


Durante o 20° Congresso da ANTP (Associação
Nacional de Transportes Públicos), que aconteceu em Santos (SP) no mês de junho
passado, Eduardo de Alcântara Vasconcellos, assessor técnico da ANTP,
apresentou uma proposta como redução direta nas emissões por meio de estudo da
Comissão de Transporte e Meio Ambiente da entidade na qual trabalha. É algo
ousado, pois trata-se da substituição de 108 mil ônibus urbanos brasileiros em
um prazo de cinco anos. Adotá-la é um desafio bem expressivo no segmento do
transporte público.

“É lógico que outras medidas precisam ser feitas
para melhorar a qualidade do serviço oferecido. No local da operação, a
principal medida é garantir circulação fluida aos ônibus, reduzindo os
obstáculos que hoje são enfrentados por eles, especialmente nas maiores cidades
– uma meta factível seria conseguir que os ônibus circulassem entre 18 e 22
km/h, dependendo do tipo de via (não está incluída aqui a hipótese de linhas
semi-expressas ou expressas, que circulariam a 25 km/h)”, comentou
Vasconcellos.
 
Ainda, segundo o especialista, no campo
estratégico, do uso dos vários modos de transporte e os impactos gerais na
mobilidade, a ação mais importante é reduzir o uso excessivo ou inadequado do
automóvel, para diminuir o consumo do espaço viário, a geração de poluição e os
acidentes. “Isto pode ser feito com uma série de medidas, mas com certeza terá
grandes dificuldades de ser aceita por partes relevantes da sociedade”,
enfatizou.
 
No tocante a substituição dos ônibus, Vasconcellos
disse que o custo dessa troca  está incluído na tarifa (depreciação),
normalmente dedicado a uma troca simples, para um veículo novo do mesmo tipo.
Entretanto, se houver alteração tecnológica, será necessário aportar recursos
adicionais, o que vai depender da postura dos governos contratantes em relação
a buscar novos recursos, assim como de acordos com os empresários operadores.
A troca dos ônibus com motorização antiga por
veículos com propulsão Euro 5 e 6 já seria um bom alento. Mas, há também que se
pensar nas trações alternativas, que alcancem emissão zero de poluentes. O
valor estimado e envolvido na substituição dos 108 mil ônibus é de R$ 22,2
bilhões.

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