Enfim, o tão desejado ar-condicionado começa a chegar aos ônibus da Região Metropolitana do Recife

Fonte: JC online
Fotos/ Vídeo: Guga Matos


Objeto de desejo de muitos passageiros, os ônibus com ar-condicionado começam a ganhar mais espaço no transporte público da Região Metropolitana do Recife. E, acreditem, sem novo custo para os usuários. Pelo menos essa é a promessa. A qualificação ainda é lenta – são apenas 36 veículos em três linhas troncais (que se dirigem ao Centro) e uma circular do Sistema Estrutural Integrado (SEI) –, mas representa um começo. A refrigeração e modernização em até dois anos de 30% da frota em operação é prevista na licitação do sistema, implantada parcialmente pelo governo de Pernambuco.

Além do ar-condicionado, os ônibus são novos e modernos, o que ajuda a ampliar a refrigeração. Começaram a rodar há dois meses em quatro linhas de altas demandas do SEI: (641 Avenida Norte–Encruzilhada), (645 Avenida Norte–Macaxeira), (520 Parnamirim-Macaxeira) e (185 Cabo–Recife). Por enquanto, a refrigeração do veículo tem se mantido em 23 graus nos horários de baixo movimento, subindo para 25/26 graus no pico, quando a lotação é grande. “Se o ônibus lotar mesmo, o que é comum de manhã cedo, o ar-condicionado não dá muito vencimento. Mas mesmo assim é bom. O ônibus é novo, confortável. Dá prazer em andar. Um transporte público desses faz nos sentirmos gente, valorizados. Espero que ampliem a quantidade porque o número ainda é pequeno”, atesta e pede o chefe de cozinha Douglas Veras, 47 anos, enquanto viaja num dos novos veículos da linha Avenida Norte–Macaxeira.

A expectativa é como os equipamentos vão se comportar no verão, já que a temperatura está mais baixa no inverno deste ano. Mas quem anda aprova. Sempre pede mais, é claro, mas gosta. A refrigeração dos veículos é o item mais percebido pelos passageiros, mas os novos ônibus têm outras vantagens. São do tipo padron, o que significa que atendem a requisitos técnicos que proporcionam eficiência como veículos e conforto aos passageiros. Têm motor traseiro – o que elimina aquela sensação de calor e sufocamento na parte dianteira do coletivo –, transmissão automática – evita os solavancos comuns na troca de marcha –, suspensão a ar – sacoleja menos – e direção hidráulica. “Os novos ônibus são um BRT (Bus Rapid Transit), com a diferença de que não são articulados. O passageiro sente a diferença na hora em que entra no veículo”, argumenta o empresário Fernando Bandeira, responsável pela compra dos novos ônibus.
 
O número de veículos refrigerados, aliás, poderia ser bem maior se os cinco lotes licitados pelo governo do Estado entrassem em operação, o que se espera desde o ano passado. Somente dois lotes começaram a funcionar – os de número 1 e 2, responsáveis pelo Via Livre, o sistema de BRT pernambucano, que também circula parcialmente. A licitação do sistema de transporte da RMR, embora executada de fato – ainda é um processo lento, que se arrasta no Estado há pelo menos dez anos.

Mas como no fim do ano passado a liberação dos cinco lotes era certa, o grupo que reúne três empresas do sistema (Pedrosa, Transcol e São Judas Tadeu) adquiriu os novos ônibus numa preparação para as exigências da licitação. Investiu R$ 28,8 milhões – cada ônibus custa R$ 800 mil, pagos em 66 meses. “Apostamos. O momento era bom para adquirir os veículos e tínhamos a licitação pela frente. Quando a operação não foi autorizada, não tínhamos porque deixá-los guardados na garagem. Colocamos na rua e temos visto a demanda das linhas refrigeradas melhorar, mesmo com a crise. Eram linhas que estavam negativas e começaram a se equilibrar. O passageiro reconhece”, diz Fernando Bandeira.

O Grande Recife Consórcio de Transporte, gestor do sistema, explicou que não há qualquer previsão para a assinatura dos contratos dos cinco lotes restantes – o processo está sendo revisto por uma comissão devido ao alto custo. Elogiou a iniciativa do setor empresarial e assegurou que os custos da operação dos ônibus refrigerados não serão repassados ao passageiro. “Foi uma decisão meramente empresarial. É boa para o sistema porque oferece mais conforto ao usuário e demonstra uma iniciativa própria dos empresários. Mas o investimento é por conta e risco dos operadores”, explicou o diretor de Operações, André Melibeu.

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