Ônibus Paraibanos

Transnacional e as linhas do Setusa

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos / Portal Correio
Fotos: Acervo Histórico Paraíba Bus Team

As 12:00 do dia 06 de maio de 1996, a Transnacional, vencedora da licitação destinada a terceirização do Serviço Estadual de Transportes Urbanos, colocou sua frota nas ruas de João Pessoa para explorar as linhas até então exploradas pelo Setusa. Constituída por 37 ônibus com idade média de 1 ano e meio, ela começou a circular logo após o término da solenidade de assinatura do contrato de terceirização.

O contrato foi firmado durante solenidade no palácio da Redenção. Mediante assinatura de Robson Lopes Ferreira, diretor-superintendente do Setusa, Agnelo Cândido do Nascimento, proprietário da Transnacional e Ronaldo Gadelha, presidente da Superintendência de Transportes Públicos.

O contrato inicial da terceirização iria vigorar por 5 anos, sendo passível de prorrogação, o que acontece até os dias atuais. As linhas que eram operadas pelo Setusa – 002, 305, 601, 1500 e 5100 passaram a ser operadas pela Transnacional desde então.

De acordo com Agnelo Cândido, os ônibus recém-colocados nas ruas da capital dispõe de boas condições. “Estão bem conservados, prontos para servir bem a população.” Na manhã do dia 06 de maio de 1996, a frota foi apresentada para algumas autoridades. O então governador da Paraíba, José Maranhão, viu in loco as instalações dos veículos, acompanhado do prefeito de João Pessoa à época, Chico Franca.

Segundo o chefe do executivo estadual, a terceirização do Setusa beneficia um vasto segmento da sociedade local. Castigado há tempos, pelas más condições da frota do Setusa, além do número reduzido em circulação fazendo que os usuários fossem penalizados pelos diversos problemas resultantes principalmente da falta de manutenção.

Estimavam que o universo atingido pela atuação da Transnacional nas linhas do Setusa atingiria um milhão de passageiros, ou seja, dobrando o contingente, tendo como parâmetro os passageiros transportados antes da terceirização vigorar, quando apenas 12 ônibus realizavam os percursos referentes às cinco linhas.

Com a terceirização, os cofres do governo do estado receberam a quantia de R$ 1 milhão e 111 mil reais. A Transnacional deu R$ 711 mil de entrada e mais R$ 300 mil parceladamente, além de R$ 100 mil a título de “caução”. Com isso, o governo do estado passou a economizar R$ 300 mil mensais com peças de reposição e serviços de manutenção em geral.

No decorrer da solenidade , o governo do estado assinou mais dois documentos: termo de ratificação da concorrência destinada a terceirização do Setusa e um protocolo formalizando o compromisso do estado junto a prefeitura municipal de João Pessoa, no que se referia a quitação dos débitos acumulados pelo Setusa.

Após pagar todas as dívidas da empresa, a direção leiloou os 15 ônibus que ainda tinham condições de circular.

Dez anos depois, em 2006, a linha 305 foi desativadaEm março de 2011, a 002 é transferida para a Santa Maria e as demais linhas continuam na Transnacional, que pertence ao consórcio Unitrans.

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