Montadora de ônibus aproveita crise para qualificar trabalhadores

Fonte:
Jornal Hoje
Texto: Felipe Pugliese
Fotos: Adriano Minervino / Divulgação



Uma montadora de ônibus de Botucatu,
interior de São Paulo, está na contramão da crise que atinge a indústria
automobilística. Na empresa, não tem demissão nem férias coletivas ou lay-off.
O que tem é viagem para o exterior.

O
início da história é o mesmo de outras tantas fábricas da indústria
automobilística. As vendas no mercado interno caíram, as exportações também e a
produção de 80 veículos por mês foi reduzida pela metade. Com isso, os
funcionários ficaram sem ter muito o que fazer, mas a continuação da história é
diferente.
 
A
empresa não demitiu nenhum empregado, nem deu férias coletivas. O período de
queda na produção está sendo usado para qualificar os trabalhadores. “Para
aproveitar esses três meses que entendemos que o mercado não vai estar bem, mas
nós seguimos investindo nas pessoas. Nós produzimos para os trabalhadores um
esquema diferente, um esquema para os próximos três meses de treinamento, de
formação técnica intensiva na Espanha”, explica Mikel Ecenarro, presidente da
empresa.
 
Noventa
funcionários selecionados passarão os próximos três meses na matriz da empresa,
que fica na Espanha, onde eles receberão treinamentos de especialização. O
objetivo é ter funcionários produzindo mais e melhor quando a situação
econômica melhorar. “Nós esperamos que esteja um pouco melhor, mas não é
somente esperar, nós estamos trabalhando, inclusive estamos mudando algumas de
nossas estruturas comerciais para tentar ser mais efetivos”, afirma Mikel.
 
O
montador Claudinei Paixão está animado com o que viu nas fotos e com o que os
colegas que já estão na Espanha contam de lá. Ele já está de malas prontas e
planeja trazer coisas novas na bagagem: “Trazer um conhecimento para os
funcionários daqui. Todos que vão para lá vão voltar mais capacitados e com
muito mais conhecimento da área de montagem de carroceria”.
A
história dessa empresa é única na cidade. Segundo o sindicato, mais de 800
metalúrgicos perderam o emprego este ano em Botucatu. “A área metalúrgica,
eu acredito que foi a mais atingida. É porque todas nossas empresas, seus
clientes, dependem de financiamento, ou seja, na produção de aeronaves, ônibus,
rodoviário e tratores. Todas essas empresas reduziram os seus quadros”,
analisa o diretor do sindicato, José Carlos Lourenção.

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