Os novos Gabrielas da Etur

Fonte: Portal Ônibus Paraibanos
Texto: Kristofer Oliveira / JC Barboza
Fotos: Acervo Paraíba Bus Team

Atendendo a política de melhoria do sistema de transportes coletivos de João Pessoa, desenvolvida pelo então prefeito da capital paraibana Damásio Franca, a Etur apresentou, em maio de 1980, 10 novos ônibus do modelo Caio Gabriela com motorização Mercedes-Benz LPO-1113.

A frota da empresa, que na época chegava a 63 carros, tinha em sua maioria, modelos da encarroçadora paulista Caio e todos possuíam chassi Mercedes-Benz.

Os novos ônibus foram apresentados ao secretário de serviços urbanos do município, José Ricardo Porto, que na oportunidade parabenizou os diretores da Etur, pelo investimento realizado num montante de aproximadamente CR$ 14.000.000,00.

Uma das mais antigas e maiores empresas de ônibus da capital paraibana, a Etur, marcou época no transporte pessoense. A Etur dominou o transporte de João Pessoa nos anos 70 e 80. Sua primeira divisão ainda nos anos 80 deu origem a Transurb (atual São Jorge) e sua falência em 1994, resultou no surgimento da Boa Viagem (atual Santa Maria) e a Reunidas, sendo a linha operada por esta última desde então.

A Etur tinha uma frota de quase 100 ônibus e atuava na zona sul da cidade, Cruz das Armas, Costa e Silva (atual 102), Cidade dos Funcionários (atual 105), Jardim Veneza (atual 104), Alto do Mateus (atual 108 ), Bairro dos Novaes, Rua do Rio (atual 109), José Américo e Geisel (atual 502), Grotão e Funcionários II, III e IV (após expansão da cidade, operando as atuais 101 e 114).

A empresa aproveitando que atuava dentro de uma área de expansão em João Pessoa, entra no bairro do Valentina, após o seu surgimento. Porém, na mesma década, começa a dar sinais de que sua superioridade na cidade está chegando ao fim, após uma separação que gerou a Transurb. Curiosamente, ela herdou as linhas “do lado de lá” da BR-101, com as linhas 104 – Bairro das Indústrias (incorporando a do Jardim Veneza), 110 – Jardim Planalto, 108 – Alto do Mateus (incorporando a linha do Bairro dos Novaes), e fugindo a regra, a 502 – Geisel / Epitácio.

Na década de 90, possivelmente, um fatal acidente decide o rumo do transporte pessoense, após o falecimento do proprietário da Etur e da Marcos da Silva, ocasionado por um acidente automobilístico na Br-101 quando ambos retornavam de Pernambuco. Talvez pela falta de habilidade dos herdeiros da Etur em administrar a empresa, somado as diversas inflações decorrente da crise econômica no país no início dos anos 90 tenha levado a empresa a falência em 1994. E após 24 anos operando oficialmente no sistema pessoense, sendo a pioneira com status de empresa, a história da Etur chega ao fim. Coincidência ou não, o tempo oficial dela foi o intervalo entre duas conquistas do Brasil em Copa do Mundo.

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